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Os caminhos da modernidade

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A prioridade da produtividade do trabalhador brasileiro precisa de uma sacudida evolutiva, acima dos patamares atuais, refletindo no lucro e na política salarial.
Desde das corporações de ofício a linha ascendente do processo evolutivo da produtividade do trabalhador do brasileiro é ínfima.

Não se corrige as distorções sem passado. O pretérito, sem investimento no ser humano, camuflou a explosão de uma politica salarial convincente.

Já que não temos passado, e, por isso está lastima imediatista, é preciso acordar, para o presente, pois só assim construiremos um Brasil mais igualitário e cheio de equidade.

Determinada região do território brasileiro, tem produtividade da África subsaariana, criando uma vergonha, para contemporaneidade.

Não se aceita mais na modernidade o homem permanecer no seu primitivismo existencial. O homem, tosco, é um desajuste, para o habitat do progresso. O homem moderno, deve ser lapidado pela sociedade e pelo estado, sendo um agente transformador de sua própria história. Para isso, é necessário sindicatos fortes e educação massificada. A massificação é instrumento potente, que contém mais velozmente, a desigualdade econômica.

Não é só interessante para o trabalhador o sindicato fortem e sim, para sociedade como um todo, envolvendo a classe patronal. Uma classe trabalhadora forte é sinônima de uma produtividade robusta, aumentando a politica salarial, e consequentemente, aumentando o lucro dos agentes produtores.

A burguesia nunca na sua história humana, dará dadiva, para classe trabalhadora, mesmo porque, a manutenção de seu patrimônio se dá através de suor. Ela não preocupa, nem mesmo com seus descendentes familiares, se irão deteriorar o patrimônio. Muito menos com um estranho. Então, o que lhe resta é aumento de barganha do trabalhador. A única politica salarial, mais recompensadora, para o trabalhador. Isso só acontece em regime democrático, com a classe trabalhadora sendo protagonista do processo, juntamente com a classe produtora, formando uma simbiose de reciprocidade e sucesso.

Onde todo o mundo seja forte não há lugar, para fragilidades.

O Brasil organizado é como uma maré alta levanta todos os tamanhos de barcos.
Da fortaleza, sairá o processo evolutivo de aumento de produtividade, beneficiando a sociedade como um todo. Para isso, devemos conter a luta de classe, porém liberar o conflito de interesses legalizado.
Não temer a luta entre empresários e trabalhadores ambos fortes, é a mais destemida estratégia, para os novos caminhos da modernidade.

Juarez Alvarenga - Advogado e escritor

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