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INCLUSÃO: “Essa moda pega”

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No artigo dessa semana, falaremos um pouco sobre a inclusão social. Muitas pessoas ouvem falar, se pronunciam a respeito, mas de certa forma não sabem o que é esse ato de inclui, acreditando ser somente o ato de inserir os deficientes físicos no meio social, sem saber que esse ato vai muito além disso, pois incluir é acrescentar, ou seja, adicionar coisas ou pessoas em grupos e núcleos que antes não faziam parte. A inclusão deve ocorrer de forma social, onde prevê a integração de todos os indivíduos, independente da condição física, da educação, do gênero, da orientação sexual, da etnia. Deve ocorrer de forma escolar onde consiste na ideia de que todos os cidadãos devem ter o direito de ter acesso ao sistema de ensino, sem segregação e discriminação, seja por causa do gênero, religião, etnia, classe social, condições físicas e psicológicas. E por fim a inclusão digital que consiste na democratização da tecnologia, onde independente de classe social, etnia, religião e poder econômico o indivíduo possa usufruir das vantagens das ferramentas tecnológicas. De acordo com o que foi discorrido, se pararmos para analisar, confiaríamos de que estamos praticando o ato de incluir de uma forma geral visando à sociedade? Certamente a resposta seria não, pois ainda vivemos em um país em que os direitos como cidadãos não garantidos de forma adequada. Na visão da psicologia social, que é um ramo da psicologia que estuda como as pessoas pensam, influenciam e se relacionam umas com as outras, conseguimos analisar um abismo ainda existente. Muitas pessoas não conseguem se relacionar socialmente por questões raciais e até mesmo religiões, não respeitando o limite de ir e vir uns dos outros. Muitas pessoas ainda não compreendem os graus de conexão existentes entre o ser e a sociedade à qual ele pertence, desconstruindo a imagem de um indivíduo oposto ao grupo social. Um postulado básico dessa disciplina é que as pessoas, por mais diversificadas que sejam, apresentam socialmente um comportamento distinto do que expressariam se estivessem isoladas, pois imersas na massa elas se encontram imbuídas de uma mente coletiva. Se nós ampliarmos nossas mentes para uma união em prol a um benefício social, começaremos a compreender o verdadeiro sentido de democracia e levaríamos essa discussão muito além dos consultórios, pois Inclusão social é oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços a todos. Dúvidas, sugestões e esclarecimentos podem ser enviados para o e-mail contido no artigo.

Kimily Marinho da Silva

Psicóloga cognitiva comportamental

CRP 05/57830

Kimily__marinho@hotmail.com

 

Soraya Karyme Carvalho de Jesus

Psicóloga Analítica Junguiana

CRP 05/58593

skaryme_psi@yahoo.com.br

 

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