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À política e sua própria linguagem

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Vimos e sentimos uma eleição marcada pelo clamor das emoções tendo como principal alvo as crenças partidárias e a vontade dos pontos de vistas de se sobreporem sobre os dos outros.

Do 1º turno podemos tirar como principal lição que o desejo de um indivíduo de uma classe ou de crenças partidárias podem estar desalinhadas, mas, que, apesar do povo brasileiro possuir divergências de linguagem, a resistência ao fracasso é enorme.

O tom exacerbado dos candidatos e a polarização dos eleitores certamente foi um grande marco neste primeiro momento, entretanto, o que mais tocou essas eleições, sem dúvida alguma, foi a queda de grandes partidos e nomes antigos que figuravam na política brasileira a décadas. O eleitorado cumpriu o seu papel histórico de cidadania e sinalizou aquilo que de fato lhe cabe, ditando o rumo de forma soberana para aonde o País deve ir independente de discurso, bancada política ou alianças partidárias.

Passou o tempo em que o eleitor mediano se restringia as necessidades básicas de subsistência. A falta de autocrítica e de renovação dos partidos, outrora hegemônicos, saem castigados desta eleição ficando para o futuro governante a responsabilidade e a habilidade de driblar o ego e as interposições pessoais das bases políticas.

O País deixou evidente que a opressão dos burocratas, a ineficiência dos serviços dos governos e a insegurança nas cidades se tornaram itens indispensáveis e incorporados ao cardápio de interesses imediato da população, declarando ao cinismo e, ao mais do mesmo, a sua intolerância ao poder destrutivo.

Não temos a certeza de que os indícios demonstrados pelo eleitorado deste primeiro turno, dando a vitória ao presidenciável - Jair Bolsonaro - com larga margem de vantagem, necessariamente será o melhor para o País, mas é uma conta a verificar nos próximos anos. Contudo, Fernando Haddad, vencendo no 2º turno, forçosamente terá que haver uma reconstrução do Partido dos Trabalhadores estabelecendo novos parâmetros para governar, uma vez que os grandes grupos que dominaram o congresso nos últimos anos foram desfeitos.

Leandro Aracati (MBA em Gestão Pública, Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e Pós Graduado em Ciências do Trânsito)


 

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