Cabo Frio encerrou o último ano letivo com um resultado expressivo na área de políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. O município alcançou a segunda colocação entre as 92 cidades do estado do Rio de Janeiro no desempenho das ações do Programa Saúde na Escola, ficando atrás somente de Resende, no Sul Fluminense. O levantamento considera as atividades realizadas ao longo de 2025 nas unidades da rede municipal.
O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (2), durante encontro virtual que reuniu coordenadores municipais e representantes da coordenação estadual do programa federal, responsável por acompanhar e avaliar a execução das iniciativas nos territórios.
Entre os principais critérios analisados estão promoção da alimentação adequada com avaliação nutricional, cuidados com a saúde mental, orientação sobre saúde sexual e reprodutiva, prevenção de violências, estímulo à cultura de paz e atendimentos odontológicos, com avaliação e encaminhamentos quando necessários.
Além das diretrizes consideradas prioritárias pelo Estado, Cabo Frio adotou medidas complementares, como a checagem da caderneta de vacinação e aplicação de vacinas diretamente no ambiente escolar. Embora essa ação ainda não faça parte dos critérios centrais de avaliação, a estratégia contribuiu para elevar a cobertura vacinal entre os estudantes.
Somadas, as iniciativas impactaram cerca de 12 mil alunos da rede municipal, ampliando o acesso a serviços básicos de saúde e reforçando a prevenção de doenças ainda na infância.
A coordenadora municipal do programa, Ana Paula Almeida, destaca que o planejamento vai além do protocolo padrão. “Além das ações prioritárias, realizamos outras atividades que, em conversa com a escola e a orientação pedagógica, foram consideradas necessárias. A coordenação do Programa já se reuniu com a Secretaria de Educação para traçar o planejamento das atividades de 2026”, afirma.
O Programa Saúde na Escola atua de forma integrada entre as áreas de Saúde e Educação, com foco na promoção da qualidade de vida dos estudantes da rede pública. A proposta é aproximar os serviços de saúde do cotidiano escolar, fortalecendo a prevenção, o acompanhamento contínuo e o desenvolvimento saudável dos jovens.