Mídias Sociais

Sem categoria

Petrobras mostra força e arremata 3 áreas de exploração em leilões do pré-sal da ANP

Publicado

em

 

Estatal levou todas as áreas pelas quais demonstrou interesse e aceitou ceder 80% da sua produção para a União

Assim como aconteceu na 14ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios do pós-sal, a Petrobras foi a grande vencedora das duas rodadas de leilões do pré-sal, organizadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que aconteceram nesta sexta-feira, 27, no Rio de Janeiro.

Das 8 áreas de exploração do pré-sal ofertadas, 6 tiveram propostas, e dessas, 3 ficaram com a Petrobras, que ficou com todas as áreas pelas quais demonstrou interesse, chegando a aceitar a cessão até 80% da produção para a União, percentual muito acima dos valores mínimos propostos no edital, ou mesmo do valor oferecido no leilão de Libra, em 2013.

Importa explicar que os leilões do pré-sal são regidos pelo regime de partilha, onde vence a disputa quem oferecer a maior fatia de petróleo ou gás excedente da produção futura para a União. Esse excedente é o volume de petróleo ou gás que resta após a descontar os custos da exploração e investimentos.

Além da produção futura, as empresas terão de pagar um bônus ao governo na assinatura do contrato, e somando todas 6 áreas vendidas, o governo federal arrecadou 6,15 bilhões de reais no leilão desta sexta-feira.

Outro detalhe importante é que se a licitação fosse feita em regime de concessão, o governo receberia mais dinheiro à vista, mas, no futuro, só receberia royalties e não tem direito a parte da produção futura.

Apesar dos valores mínimos previstos no edital variarem entre 10,34% e 22,87%, as empresas ofereceram muito da produção para ficarem com as áreas. As ofertas mais ousadas foram feitas pelos consórcios que tinham a Petrobras como líder, chegando a oferecer 80% da produção pelo bloco de Sapinhoá, 76,96% pelo bloco de Peroba, 75,86% para Alto de Cabo Frio Central.

As empresas estrangeiras ficaram com as outras 3 áreas. Entre elas, está hoje anglo-holandesa Shell, que foi a que levou a maior quantidade de áreas, estando presente em 3 consórcios vencedores, mas a norueguesa Statoil também mostrou sua força ao liderar o consórcio que ficou com a área mais cara, e deverá fazer o maior pagamento de bônus ao governo federal.

Uma das maiores mudanças em relação ao leilão anterior, de 2013, foi a estreia das gigantes estrangeiras, que, pela primeira vez, puderam participar sozinhas de um leilão para a exploração do pré-sal, depois da quebra do marco regulatório, que obrigava a Petrobras a ser a operadora, além de ter participação mínima de 30% nos consórcios formados para a exploração.

A regra foi alterada pelo Congresso, a pedido da própria estatal que, endividada, depois da crise internacional do petróleo, que estourou em meados de 2014, e dos seguidos escândalos de corrupção denunciados pela Lava Jato, considerou não ter condições de investir na exploração de todas as áreas.

Na prática, a mudança abriu a possibilidade de empresas estrangeiras operarem o pré-sal sozinhas, como aconteceu nesta sexta-feira, aumentando os investimentos, o que o governo espera que leve a geração de novos empregos.

Ao site Valor Econômico, o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que os leilões do pré-sal deixarão mais produção futura, também chamada de “óleo lucro” para a União do que o leilão da área de Libra, em 2013.

Segundo o ministro, nas rodadas desta sexta, os percentuais foram de 52,8% e 58,56% de óleo lucro, enquanto que, em 2013, esse percentual ficou em 41,5%. Coelho Filho teria dito ainda que esse aumento foi motivado pela mudança no marco regulatório, que atraiu a atenção das empresas petroleiras.

“Estamos felizes em ver grandes empresas internacionais de volta ao Brasil”, destacou o ministro, em entrevista coletiva após os dois leilões.

Da Redação

Mais lidas da semana