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Com sua 1ª loja em Macaé, Assaí Atacadista reforça importância de garantir espaço para colaboradores LBGTQIA+

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Recém-chegado a Macaé, com a inauguração de sua 1ª loja na cidade, em novembro do ano passado, o Assaí Atacadista, comemora, neste sábado, 29, o Dia da Visilidade Trans, criado em 29 de janeiro de 2004, e que celebra a resistência de transexuais e travestis, além de trazer discussões sobre o tema.

Entre as ações estão o patrocínio à Feira Divers/a, que tem como objetivo conectar jovens profissionais lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexuais, com empresas e lideranças LGBTQIA+ que almejam times mais diversos, além de ter aderido ao Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, que reúne mais de 100 empresas para fomentar o respeito e a promoção dos direitos humanos LGBTI+ na sociedade e no ambiente empresarial brasileiro.

Para comemorar a data, o Assaí Atacadista também investe em diversas ações internas para promover a diversidade e o combate a todo e qualquer tipo de discriminação e violência, como promover o uso do crachá com o seu nome social de seus colaboradores.

De acordo com a empresa, em 1 ano, esse número cresceu em 188%, aliado à iniciativas como a parceria com a TransEmpregos, que conecta empresas com políticas de diversidade a trabalhadores trans, ampliando o acesso a oportunidades de trabalho e incentivando a formação de um time ainda mais diverso e plural.

É o caso de Pedro Henrique Vale Sad, de 25 anos, contratado pelo Assaí Atacadista e que trabalha como empacotador na unidade de Macaé, desde outubro de 2021,que logo na entrevista de emprego, contou que sinalizou ser uma pessoa trans e que gostaria de ser chamado pelo nome social.

“Como ainda não possuo os documentos atualizados, a parte burocrática ainda teve que ser feita usando meu nome de registro. Mas, no dia a dia, meus colegas de trabalho e chefes respeitam meu nome. Meu crachá apresenta o meu nome social, o que facilita e permite que os clientes também me identifiquem”, contou Pedro.

De acordo o Assaí Atacadista, esta é a 1ª empresa na qual Pedro, que é formando em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) de Rio das Ostras, 1ª universidade a adotar o nome social, teve a carteira assinada.

“Nunca escondi o fato de ser trans, sinto muito orgulho de ser quem eu sou. Como eu trato qualquer pessoa com muito respeito, sempre exijo ser tratado da mesma forma. Acredito que o preconceito ainda exista por questões como a falta de convívio com pessoas trans, por isso, é fundamental que as empresas sejam cada vez mais diversas”, analisa Pedro.

À empresa, Pedro reforça a importância do debate acerca do tema ao concluir o curso, apresentando o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com o tema, “Transformar: a cultura como ferramenta de combate à transfobia”, abordando a relação entre cultura e transexualidade.

“É cada vez mais importante apoiar a diversidade e garantir a formação necessária para seus colaboradores e colaboradoras. Um bom exemplo de como fazer isso é a atividade que vai ocorrer este mês, em que se comemora a Visibilidade Trans, na qual irei conversar com as lideranças da loja para tratarmos do tema transexualidade e ambiente profissional”, acrescenta ele.

Nascido em Barbacena, no interior de Minas Gerais, o jovem reconhece que sua história é uma exceção em relação à realidade das pessoas trans no Brasil, e lembra que, inicialmente, assumiu-se como uma mulher lésbica aos 14 anos, e mesmo se reconhecendo como LGBTQIA+, sentia que algo ainda não estava completo.

“Não posso afirmar que sempre soube que era trans, foi realmente uma descoberta de identidade. Apenas em janeiro de 2020 que tive a coragem e a certeza para me assumir um homem trans. Recebi muito apoio dos meus amigos e familiares. Isso foi essencial porque já sofremos muito preconceito, discriminação e negação da nossa identidade por meio da sociedade”, concluiu Pedro.

O Assaí Atacadista lembra que, segundo levantamento feito pela Organização Não Governamental (ONG) Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans em todo o mundo, tendo expectativa de vida de apenas 35 anos.

“Para mudar este cenário, a iniciativa privada também pode desempenhar um papel de agente transformador”, acredita a empresa, que acrescenta que, “a inclusão e a pluralidade são importantes pilares do Programa de Diversidade do Assaí, que norteiam diversas iniciativas internas e externas na companhia. Para reforçar a importância da diversidade entre os colaboradores e colaboradoras, o Assaí conta com uma série de ações internas com o objetivo de conscientizar, gerar conhecimento sobre o tema e formar o time para a promoção e valorização da diversidade e dos direitos humanos, e combate a todo e qualquer tipo de discriminação. Dentre as ações, destaca-se a promoção de diversas ações de sensibilização que se estendem durante todo o ano, sempre em busca de conscientizar os colaboradores e colaboradoras. Outros exemplos são a Semana da Diversidade, que há 5 anos reúne especialistas, representantes de empresas, consultorias e instituições sociais para compartilhar conhecimento, experiências e vivências sobre cada um dos pilares de diversidade que atua e suas intersseccionalidades com o time; e o lançamento dos Guias de Relacionamento dos temas de Diversidade, que oferecem a todos os colaboradores e colaboradoras informações e orientações sobre o tema, bem como dicas de relacionamento para o dia a dia”.

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