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Secretario de Segurança de Macaé esclarece caso envolvendo guardas

Bertha Muniz

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O secretário de Ordem Pública de Macaé, Daniel Bandeira, esclareceu durante entrevista concedida ao Diário da Costa do Sol, o desfecho de duas ações envolvendo guardas municipais que geraram polêmica e foram filmadas, dividindo a opinião da população.

A primeira delas ocorreu na manhã de quarta-feira (10) Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, no bairro São José do Barreto, onde estava ocorrendo a validação das inscrições para o processo seletivo para o Centro de Controle Zoonoses da prefeitura de Macaé.

Na ocasião, um dos candidatos teria chegado ao local alterado, pois não estava ciente da mudança do local de inscrição. “ Os agentes estavam ordenando a fila, quando o homem começou a incitar a população, ofendendo funcionários, a instituição da prefeitura e os guardas, que resolveram tirá-lo da fila para que ele se acalmasse”, disse o secretário.

Segundo Daniel Bandeira, apenas uma parte da ação foi filmada, o que dá a entender se tratar de um caso se extrema arbitrariedade dos agentes. “ Temos que apurar um eventual excesso por parte dos agentes, mas você pode observar que em momento algum os guardas agrediram o homem. Eles imobilizaram o cidadão, que depois fica se jogando no chão, numa forma de resistência pacífica desnecessária. No fim, ele saiu do local com a inscrição validada”, afirmou Bandeira.

Já na tarde do mesmo dia um vendedor ambulante foi preso depois de se envolver em uma briga com guardas municipais na Avenida Rui Barbosa, no Centro da cidade. Uma mulher, que filmou a ação teve o celular retirado das mãos por um dos agentes. Na confusão, o aparelho caiu no chão. Ambos foram levados para a delegacia.

“ Foi uma ação legítima, em que um homem tentou agredir um guarda municipal e jogou pedras na viatura, causando dano ao patrimônio público. Estamos apurando o excesso do agente em tirar o celular da mão da mulher que filmava. Essa é a única arbitrariedade, derivada também de uma ação legítima. Já abrimos uma sindicância para apurar essa questão”, disse o secretário. Bandeira destacou ainda que esses tipos de ações ocorrem numa época em que há um desrespeito às instituições de segurança pública em geral.

“ As instituições de segurança têm que agir dentro da lei. Existem vários instrumentos que inibem o excesso policial, mas não existe nenhum instrumento que iniba a má conduta do povo. Hoje em dia o desrespeito é institucional”, pontuou o secretário.

O comandante da Guarda Municipal, Antônio Carlos Rodrigues, presente na entrevista, destacou que a sociedade precisa se conscientizar de que a guarda está ao lado da população. “Estamos aqui para ajudar, para sermos parceiros da população. Nossos agentes estão prontos para atender e servir em qualquer situação que apresente risco”, declarou Rodrigues.

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