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São Pedro da Aldeia

Coordenadora LGBTQIA+ em São Pedro da Aldeia relata agressão no caso da tentiva de feminicídio

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A Secretaria de Segurança Pública informou ter prestado apoio imediato à vítima, oferecendo orientação, acompanhamento até o Instituto Médico Legal, esclarecimentos sobre os procedimentos legais e medidas protetivas, além de recomendações preventivas, especialmente diante do aumento de ocorrências no período de Carnaval.

No dia seguinte ao ataque, a mulher passou a ser assistida pela Patrulha Maria da Penha e, na segunda-feira, realizou exame de corpo de delito no IML. Ela aguarda a concessão de medida protetiva. O registro inicial foi feito com base no atendimento da patrulha, mas a defesa pretende solicitar o enquadramento do caso como tentativa de feminicídio, considerando a intensidade das agressões.

De acordo com as informações levantadas, Laysa foi surpreendida pelas costas e atingida com golpes de barra de ferro, principalmente na região da cabeça. A vítima caiu com forte sangramento, recebeu atendimento no pronto-socorro municipal e, posteriormente, foi encaminhada à 125ª Delegacia de Polícia para formalizar a ocorrência.

O homem apontado como autor apresenta versão diferente. Ele nega qualquer envolvimento íntimo com Laysa e sustenta que a história teria sido inventada, alegando ainda que a mulher enviou mensagens à esposa dele mencionando um suposto relacionamento. Esse choque de narrativas, segundo os relatos, antecedeu a agressão.

Em depoimento, a vítima afirmou que precisou adiar um posicionamento público por causa do abalo físico e emocional provocado pelo ataque. Disse estar em acompanhamento psicológico e relatou ter aguardado maior estabilidade antes de falar, diante da repercussão e do volume de mensagens recebidas.

A agressão ocorreu na madrugada de domingo (1), no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia. A vítima é Laysa Jotha, presidente da ONG Aldeia Diversidade e coordenadora municipal LGBTQIA+ em Saúde. Segundo seu relato, ela teria mantido relação sexual com o suspeito, conhecido na região como “Família do Picolé”, vendedor ambulante identificado pelas roupas vermelhas. Laysa afirma que nunca teve contato com a esposa dele e reforça que, independentemente de qualquer versão, nada justifica a violência sofrida.


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