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Vice-prefeito de Casimiro e vereador são afastados do cargo após denúncia de esquema de corrupção na Câmara

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O vice-prefeito de Casimiro de Abreu, Kinha (REPUBLICANOS), e o vereador Bitó (PSC), foram afastados de suas funções públicas por decisão da desembargadora Katya Monnerat, do Grupo de Câmaras do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ).

Os dois políticos, que estiveram juntos na Câmara Municipal na legislatura passada, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPRJ) pelo suposto recebimento de propinas para darem sustentação ao ex-prefeito, Antônio Marcos (PSC), no Legislativo.

A denúncia tem como alvos ainda os ex-vereadores João Medeiros (REDE), Odino Miranda (DC), Lázaro Mangifeste (PV), e Juninho (PV), e alguns empresários que tinham contratos com o município durante a gestão do ex-prefeito, que ficou por 8 anos no cargo e teve seu 2º mandato encerrado em 31 de dezembro de 2016.

A acusação do MPRJ teria sido fundamentada por delação premiada do ex-presidente da Câmara Municipal de Casimiro, o ex-vereador Alessandro Pezão (PATRIOTA), preso por corrupção, e que decidiu dedurar seus ex-colegas de plenária.

Ainda de acordo com as acusações do MPRJ, o esquema de propinas do ex-prefeito Antônio Marcos para comprar apoio políticos na Câmara, teria começado a funcionar em 2013, envolvendo 7 dos 9 parlamentares da Casa, somando os 6 denunciados agora e o próprio ex-presidente do Legislativo de Casimiro de Abreu.

Preso em 2017, o ex-vereador Alessandro Pezão foi condenado em janeiro desse ano pelo crime de peculato, ou seja, por ficar com parte dos salários de 5 servidores comissionados ou em função gratificada na Câmara, entre 2013 e 2015.

Já o ex-prefeito Antônio Marcos vem tendo problemas com a Justiça desde que deixou o cargo, em dezembro de 2016, chegando a ser preso por duas vezes, acusado de supressão de documentos, extorsão, associação criminosa e tráfico de influência.

Em 22 de agosto de 2018, o ex-prefeito foi preso pela 2ª vez acusado de chefiar o esquema formado pelos vereadores alvos da nova denúncia, esquema esse que tinha como objetivo aprovar projetos de interesse do governo, assim como suas contas. Nas duas ocasiões em que foi preso, no ano passado, Antônio Marcos conseguiu ser liberado por habeas corpus.

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