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Vereadores de Macaé recuam em questionamentos à Secretaria de Saúde e elogiam descentralização no atendimento

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Em sessão ordinária da manhã desta terça-feira, 21, na Câmara Municipal de Macaé, os vereadores voltaram atrás nas críticas à desmobilização do Centro de Triagem do Paciente com Coronavírus (CTC), que funcionava no Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas, e as medidas de ampliação do atendimento dos pacientes com sintomas de síndrome gripal em outras 4 unidades da cidade.

Entre essas novas unidades, que visavam ampliar e descentralizar o atendimento dos pacientes com suspeita de coronavírus anunciadas pela Secretaria de Saúde, estavam o Pronto Socorro da Imbetiba, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Barra de Macaé e do Lagomar, e o Hospital Público Municipal da Serra (HPMS), em Glicério.

Entre as vozes que mudaram de opinião nesta terça-feira, e elogiaram a mudança, estava a do vereador Amaro Luiz (PRTB), que havia criticado os problemas de falta de profissionais e problemas de atendimento, principalmente na UPA do Lagomar.

“Teve essa crise agora aí, essa epidemia de uma gripe que pegou todos nós de surpresa. A UPA da Barra, a UPA do Lagomar, o postinho de saúde [do Parque Aeroporto], o Jorge Caldas, o posto lá da Imbetiba. Há de convir que até as instituições particulares superlotaram. Não foi só a instituição pública não, particular também. E digo para vocês, já pensou as pessoas que tiveram esses sintomas [de síndrome gripal], que até então todos acharam que estavam com coronavírus, que os sintomas são bem similares. As 500 pessoas que foram atendidas na UPA da Barra, isso por alto, as 500 que foram atendidas lá na UPA do Lagomar, as 500 no Posto de Saúde do Aeroporto, [as 500] lá na Imbetiba, só isso dá aproximadamente pouco mais de duas mil pessoas. Imagine se todas essas pessoas tivessem ido lá para o Jorge Caldas. Não iam esperar duas horas, 3 horas para ser atendidos, iam esperar 5, 6 horas para ser atendidos, porque ia aglomerar lá no Jorge Caldas.”, ponderou Amaro Luiz.

O parlamentar, que fez coro com a vereadora Iza Vicente (REDE) na semana passada, questionando a desmobilização do Centro de Saúde Dr. Jorge Caldas, lembrou que o surto de gripe, causado também por muitos casos da Influenza, foi um dos fatores apontados para a lotação das unidades de Saúde.

“Essa aglomeração fugiu do quadro típico que temos aqui, que tem Barra, que tem no Aeroporto, que tem no Lagomar, foi uma coisa de repente. Aí realmente causou esse transtorno. Mas, graças a Deus, deu uma aliviada, e as UPAs estão funcionando, ainda atendendo a gripe, mas não com tanta aglomeração como teve do dia 15 para cá”, completou Amaro Luiz.

O aumento no número de atendimentos nas unidades da rede pública municipal de Saúde, assim como o empenho dos profissionais de Saúde, também foi alvo de elogios feitos pelo vereador Alan Mansur (CIDADANIA).

“As nossas unidades de Saúde estão de parabéns. Eu passei por lá e os profissionais de Saúde me deram toda atenção possível. Fiquei uma semana aí bastante ruim, peguei essa virose braba. Eu sei o que é isso daí. A gente, lógico, tem que continuar trabalhando forte para melhorar nossa saúde, mas os profissionais de saúde estão de parabéns, e todas as unidades também”, parabenizou o vereador.

Outro que questionou a decisão da Secretaria de Saúde na semana passada, e também apontou os problemas de atendimentos nas unidades, principalmente as UPAs, o presidente da Casa, vereador Cesinha (PROS), também reviu seu posicionamento sobre a causa desses problemas.

“Eu estive com o prefeito lá no HPMS. A gente vê uma demanda crescente pela questão da Influenza, a gente sabe. E a gente não espera por um momento disso de surto viral com a Influenza. A gente sabe que sobrecarregou as UPAs, a gente não estava preparado para isso, como sobrecarregou o HPMS, não estava preparado para isso. Mas isso não foi só aqui em Macaé não. Isso foi no Estado inteiro”, ressaltou Cesinha.

A própria prefeitura admite que o alto número de casos de síndrome gripal foram influenciados pelo surto de Influenza, e não por casos de coronavírus, já que, dos 1.200 testes realizados desde 22 de novembro, apenas 13 apresentaram resultado positivo.

“Registramos hoje (segunda, 20) o aumento no atendimento de casos de síndrome gripal relativos à Influenza e mantemos o cenário controlado da pandemia de Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease 2019). Esses dados reforçam a nossa estratégia de garantir o atendimento mais próximo à população”, acrescentou a Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Lisa Chagas.
O município ressalta que devido ao aumento dos casos de Influenza, a Secretaria de Saúde reforçou os quadros médicos e de enfermagem da UPA da Barra e do Pronto Socorro da Imbetiba, unidades que concentram o maior índice de atendimento a casos de síndrome gripal no município.
“A nossa rede está preparada para atender os casos de gripe e enfrentar esse período de sazonalidade da circulação do vírus. Mantemos o atendimento e reforçamos as nossas equipes. Estabelecemos um protocolo de atendimento que conta também com o suporte das unidades da rede de Atenção Básica”, concluiu a secretária de Saúde, Liciane Furtado.

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