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Vereadores de Macaé preferem o silêncio e primeira sessão após prisão de Neto Macaé dura apenas meia hora

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Com saída do presidente no início e nenhum parlamentar inscrito no Grande Expediente, Câmara tem sessão relâmpago

Menos de 24 horas após a prisão em flagrante do vereador Neto Macaé (PTC), por crime de apropriação indevida de parte do salário de servidores comissionados de seu gabinete, a Câmara Municipal de Macaé realizou uma sessão relâmpago nesta quarta-feira, 28.

Com pouco mais de meia hora de duração, a sessão, que começou perto das 10h50, devido à Tribuna Cidadã, e terminou antes das 11h30, teve apenas alguns requerimentos apreciados pelos parlamentares, que preferiram o silêncio sobre o ocorrido com o vereador de oposição na tarde do dia anterior.

Logo no início da sessão, presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), anunciou à plenária que havia recebido, em mãos, um documento encaminhado pelo gabinete do Prefeito Dr. Aluízio (PMDB), contendo uma lista com todas as proposições feitas pelos vereadores ao Executivo.

Segundo Dr. Eduardo, a lista, dividida por vereador, continha dados sobre requerimentos e indicações, com suas respectivas respostas e observações sobre quais delas havia sido executadas pela prefeitura.

Logo em seguida, no início da Ordem do Dia, por volta das 11h, o presidente explicou que precisava se ausentar da sessão, pedindo desculpas à plenária e às pouco mais de 40 pessoas presentes, pois precisava ir ao Rio para uma reunião partidária.

“Peço desculpa a todos, mas eu preciso me ausentar agora porque preciso ir ao Rio para uma reunião partidária. Como a Tribuna Cidadã acabou se estendendo um pouco, a sessão, que estava marcada para as 10h, acabou atrasando e, por isso, acabei precisando sair antes dela terminar”, justificou Dr. Eduardo.

A sessão continuou com o vice, Julinho do Aeroporto (PMDB), presidindo os trabalhos, que se desenrolaram com a discussão e votação, quase sempre silenciosas, de alguns requerimentos dos vereadores.

Apenas Marvel (REDE), Cesinha (PROS) e Marcel Silvano (PT) defenderam suas proposições, que, assim como todas as demais, foram aprovadas por unanimidade. Os demais permaneceram em silêncio, ou quase, já que durante a sessão, era possível observar muitos deles deixando a plenária em conversas com outros vereadores.

Em certo momento, quando um requerimento do vereador do PT sobre as Emendas Parlamentares Impositivas (EPIs) estava para ser votado, Julinho chegou a observar falta de quórum e chamar seus colegas de PMDB, Paulo Antunes e George Jardim, que conversavam fora das vistas do público, de volta à plenária, alegando que a votação da matéria estaria prejudicada.

Tão logo os parlamentares retornaram aos seus lugares, o requerimento foi discutido pelo autor e, em seguida, votado e aprovado por unanimidade. Como não havia vereadores inscritos no Grande Expediente e na Explicação Pessoal, o presidente em exercício da Casa encerrou a sessão, perto das 11h30.

Ao final da sessão, quando perguntado sobre o caso do vereador de oposição preso na tarde de terça-feira, 27, Julinho preferiu deixar que o próprio presidente da Câmara se pronunciasse a respeito.

“O presidente precisou ir ao Rio para um compromisso. Deixa ele voltar, não é? Não vamos cometer nenhum atropelo”, se limitou a dizer o vereador.


 

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