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Vereador de São João da Barra é o 3º na região preso acusado de crime de peculato nos últimos 4 anos

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Preso na manhã da última quarta-feira, 16, o vereador de São João da Barra, Gersinho Crispim (SOLIDARIEDADE), se tornou mais um parlamentar da região envolvido no crime de peculato, ou “rachadinha”, como chamou o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), que participou da ação para prender o vereador.

A ação criminosa consiste em confiscar parte dos salários de servidores comissionados, muitas vezes indicados pelos próprios parlamentares que cometem o crime, pressionando seus indicados a “pagar” pelo trabalho na administração pública.

A ação do MPRJ aconteceu por meio do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (GAOCRIM), do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), e culminou com a prisão do vereador, em frente à Câmara Municipal.

De acordo com o MPRJ, o político foi surpreendido pelos agentes quando chegava para a sessão do Legislativo, na manhã da última quarta, e preso em flagrante após receber de um assessor 3.500 reais, que seriam fruto de peculato.

O MPRJ revelou que Gersinho Crispim já vinha sendo investigado por supostos repasses de valores mensais da remuneração de servidores nomeados por ele para trabalhar em seu gabinete, sendo a prisão decorrente de uma ação controlada judicialmente comunicada.

“As investigações apontam para a existência de uma embrionária organização criminosa, hierarquicamente organizada e suficientemente sedimentada para a prática de reiterados crimes contra a administração municipal, causando prejuízos aos cofres públicos do município de São João da Barra”, justificou o MPRJ.

O vereador preferiu o silêncio nas cerca de 10 horas em que ficou na 145ª Delegacia de Polícia Civil (145ª DP), e de acordo com a defesa, só vai falar após ter acesso a uma delação que já estaria homologada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ) e que seria de um assessor dele, em depoimento prestado na quarta à 145ª DP.

De acordo com o portal Folha1, de Campos dos Goytacazes, a ação que levou Gersinho Crispim à prisão corre em sigilo no Terceiro Grupo de Câmara Criminais do TJ-RJ, após a delação do assessor ser homologada 15 dias antes da prisão do vereador.

O site diz ainda que a defesa do vereador, que foi transferido para a Cadeia Pública Dalton Crespo, em Campos, ainda não apresentou nenhum recurso à Justiça. Em nota, a Câmara de São João da Barra informou não ter nada “a acrescentar ao que já foi divulgado pela imprensa”, e que vai aguardar o desenrolar das investigações.

Gersinho Crispim é o 3º vereador preso acusado do crime de peculato nas cidades da região nos últimos 4 anos. Em 2016, o ex-presidente da Câmara de Casimiro de Abreu, Alessandro Pezão (PATRIOTA), e em 2018, o vereador de Macaé, Neto Macaé (PTC), foram presos pelo mesmo crime.

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