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TRF2 acata pedido do MPF e mantém prisão de 9 deputados acusados na Operação Furna da Onça

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Antes favorito para assumir a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado André Corrêa (DEM) teve sua prisão, que ocorreu na última quarta-feira, 8, mantida pela Justiça, assim como aconteceu com outros 8 deputados

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) acatou, em parte, um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que pedia a prisão preventiva de 15 investigados na Operação Furna da Onça, deflagrada no último dia 8.

Em parte porque o TRF2 manteve detidos, agora em prisão preventiva, 14 investigados na Furna da Onça, desdobramento da Operação Cadeia Velha, que, em 2017, levou à prisão o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Jorge Picciani (MDB) e os deputados, Paulo Melo (MDB) e Edson Albertassi (MDB).

A ação prendeu 22 pessoas temporariamente na investigação do uso da máquina pública para a prática de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos na Alerj e no Departamento de Trânsito do Estado do Rio (Detran-RJ).

Segundo o MPF, o esquema movimentou 54 milhões de reais em pagamentos para que deputados votassem com o governo na Alerj e distribuíssem cargos públicos em troca de benefícios políticos para os membros da organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral (MDB), preso em 2016.

Com a decisão do TRF2, os deputados André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB); o ex-secretário estadual de Governo, Affonso Henrique Monnerat; o vereador Daniel Martins (PDT); a diretora de Registros do Detran-RJ, Carla Adriana Pereira; e os assessores Andreia Cardoso do Nascimento, Fabio Cardoso do Nascimento, José Antonio Wermelinger Machado, Leonardo Mendonça Andrade e Magno Cezar Motta, continuam presos, assim como os 3 “caciques” do MDB do Rio, presos do fim do passado.

O objetivo do pedido, segundo o MPF, é “impedir que os investigados possam continuar praticando crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, pois, para os procuradores, “o exercício do mandato dos deputados e dos demais investigados em suas funções públicas é também um risco para a obtenção de provas”.

O documento cita deputados presos e outros investigados, considerando a gravidade dos crimes praticados e as tentativas de destruir provas, revelando que alguns deles tomado conhecimento da Operação antes dela ser deflagrada, o que teria dificultado as investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal (RF).


 

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