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Testes contra o coronavírus feitos pela Firjan nos trabalhadores da indústria tentam minimizar impactos da pandemia na economia

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Através do Serviço Social da Indústria (SESI), a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) continua promovendo a realização de testes para diagnóstico do coronavírus em diversos trabalhadores da indústria fluminense.

Apesar de todos os municípios do Estado já terem iniciado suas campanhas de vacinação com as primeiras remessas das vacinas CoronaVac e Oxford/AstraZeneca, a prioridade neste 1º momento é imunizar os profissionais da área da Saúde que atuam na chamada linha de frente do combate à pandemia, além de idosos que estão internados em instituições como asilos, retiros, entre outras.

A ação da Firjan é realizada por meio do Cento de Inovação SESI em Saúde Ocupacional (CIS-SO) e foi responsável pela realização de 45 mil testes desde abril de 2020, quando a Firjan iniciou seu programa de testes moleculares em tempo real, chamados RT-PCR.

Os dados são referentes ao período entre abril de 2020 e 18 de janeiro deste ano. Neste mesmo período foram atendidas 800 empresas de todos os setores industriais em 40 municípios do interior do Estado e da capital fluminense.

“Essa iniciativa contribuiu e muito para que os trabalhadores e os empresários iniciassem a retomada de forma segura e responsável”, disse o presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto de Siqueira.

Segundo a Firjan, o objetivo do programa é agilizar o diagnóstico do coronavírus, contribuindo para evitar a propagação da doença no Estado, ajudando a manter a capacidade produtiva da indústria sem deixar de dar atenção à saúde dos trabalhadores e de suas famílias.

“Para micro e pequenas indústrias, com até 100 empregados, o serviço é oferecido de forma gratuita. Este grupo poderá solicitar novas testagens dos seus colaboradores, caso seja necessário. Para as médias e grandes indústrias, os testes saem a preço de custo”, contou a Firjan.

De acordo com o pesquisador-chefe do CIS-SO, Antonio Fidalgo, a realização dos testes é importante para manter a seguranças dos trabalhadores e de suas famílias, já que muitas pessoas contaminadas pelo vírus podem não apresentar sintomas.

“A combinação desses resultados ressalta a importância da testagem frequente, uma vez que mesmo sem apresentar sintomas, este trabalhador pode transmitir o coronavírus. Assim, a identificação mais rápida de indivíduos com Covid (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease) ajuda no combate do SARS-CoV-2 (nome oficial da doença segundo órgãos internacionais de saúde)”, avaliou Antonio Fidalgo.

A Firjan lembra que, embora a vacinação tenha sido iniciada em todo o Estado do Rio e em outras partes do país, ainda não há vacina para todos os brasileiros, o que faz com que a testagem em massa e o rastreamento de contatos das pessoas contaminadas seja uma das principais ferramentas para fornecer mais informações sobre a pandemia.

“Essa combinação estratégica permite um maior potencial para a tomada de decisão e a gestão dos impactos causados pela pandemia do corronavírus”, acrescenta a entidade.

O programa de testagem da Firjan para os trabalhadores da indústria fluminense possui como fundamento-base o uso de inteligência artificial para auxiliar as empresas a manter suas atividades da maneira mais otimizada possível, minimizando os impactos da pandemia da economia.

“A proposta do programa é o combate da proliferação do vírus e à contaminação em massa dos trabalhadores da indústria, identificando os possíveis trabalhadores infectados no ambiente de produção. O resultado gerado auxilia na decisão de afastamento imediato do trabalhador infectado e sintomáticos, atuando assim na prevenção da propagação do vírus e minimizando os impactos na produção as indústrias”, explica o pesquisador-chefe do CIS-SO.

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