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Temer diz que fará pronunciamento à nação, mas nega que vá se defender de acusações de corrupção

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Em jantar com parlamentares de seu partido, Michel Temer (PMDB) ainda disse que espera que todos os deputados e senadores peemedebistas sejam reeleitos, esquecendo-se de que vários também são alvos de denúncias de corrupção

O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou na noite da última terça-feira, 17, que deve fazer um pronunciamento à nação em breve, mas negou que seja para se defender de possíveis novas denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.

“Andaram dizendo aí que eu ia dar pronunciamento pra justificar a denúncia. Não tem nada disso”, disse Temer.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a declaração foi dada a repórteres depois de um jantar com parlamentares de seu partido, no restaurante Vila Planalto, próximo à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, quando ainda acrescentou que “possivelmente vai fazer um pronunciamento à nação como chefe de estado”.

As expectativas em torno de uma 3ª denúncia da PGR contra Temer cresceram depois que pessoas ligadas a ele foram presas pela Polícia Federal (PF) no fim de março em um desdobramento do inquérito que apura supostas irregularidades em mudanças de regras portuárias, caso que ficou conhecido com do Decreto dos Portos.

No, Temer é investigado ao lado de aliados sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na edição do decreto para prorrogar os contratos de concessão e arrendamento portuários, o que ele nega.

No jantar com parlamentares na noite de terça, Temer disse ainda que seu desejo é que todos os deputados e senadores do PMDB sejam reeleitos no pleito de outubro desse ano, e que o partido também possa eleger governadores “e, eventualmente, o presidente da República”.

Prisões – Em uma operação coberta de sigilo, no dia 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, mandou prender temporariamente alguns dos investigados no caso do Decreto dos Portos, dentre eles, muitas pessoas próximas de Temer.

Entre os detidos estão José Yunes, advogado e empresário, e João Batista Lima Filho, coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), ambos suspeitos de operar propinas para Temer.

Além deles, foram presos também o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, e Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra, empresas que operam em Santos, assim como o ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB-SP), que, entre de 1999 a 2000, foi diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal administradora do Porto de Santos.


 

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