Segundo ele, que preside o PDT no município, prisão é uma medida extrema
Tunan Teixeira
Presidente do diretório do PDT de Campos dos Goytacazes e rival político do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR), Caio Vianna, disse analisar com preocupação o atual cenário político da cidade.
Segundo ele, Campos estaria imersa em uma crise econômica e com alto grau de judicialização. Caio Vianna acredita ainda que o ambiente é altamente inóspito para investidores e adverso para a economia local, com total paralisia da administração pública.
“O que se observa é uma incapacidade da administração municipal no enfrentamento dessas questões. A falta de respostas leva o governo a encarar todo e qualquer questionamento como ofensa e daí parte-se para ataques que fogem ao rito da relação entre poder público e sociedade”, disse Caio Vianna ao site da revista Viu!, ressaltando ainda a precarização do sistema de saúde e o desmonte de programas sociais.
Na reportagem, o presidente municipal do PDT falou ainda sobre a recente (nova) prisão de Garotinho, acusado de envolvimento em esquema de corrupção que usava o benefício do programa social Cheque Cidadão para comprar votos nas últimas eleições municipais, motivo pelo qual a operação que investiga as ações foi batizada de Chequinho.
“No que pese algumas divergências políticas com o ex-governador, há que se respeitar o ordenamento jurídico. Creio que a prisão é uma medida extrema, sem contar, que os noticiários dão conta de que o mandado foi cumprido durante o período em que ele estava apresentando um programa de rádio. Isso é grave, é antidemocrático. Acho que nesse momento, a classe política, bem como a sociedade civil organizada deve exigir respeito ao ordenamento jurídico e ao estado de direito”, disse Caio Vianna ao site.
O ex-governador está em prisão domiciliar desde a última semana, depois de ser condenado a 9 anos e meio de prisão por compra de votos nas eleições municipais do ano passado.
“Imagino que seja um momento doloroso para a família do ex-governador. Ele tem esposa, filhos, netos e não creio que seja prudente o governo local estimular e protagonizar determinados tipos de ataques nesta situação tão delicada. Um prefeito precisa ter serenidade e prudência”, disse Caio Vianna.
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