A Prefeitura de Maricá comemorou, nessa quarta-feira, 15, o sucesso da uma iniciativa que traduziu para o mandarim e lançou, em Pequim, na China, o livro “O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil”, de Darcy Ribeiro.
Escrito em Maricá, o livro, lançado na versão em mandarim na última quinta-feira, 9 foi citado pelo prefeito Washington Quaquá (PT), em publicação nas redes sociais, nessa quarta, em que afirmou que até gosta de ser chamado de “maluco” por seus planos ousados.
“Eu fico olhando as redes sociais, eu adoro quando as pessoas me chamam de maluco, que penso muito grande e que não vou fazer aquilo que eu digo. Então, todo projeto de Maricá é um projeto que nós estamos fazendo para que seja um exemplo para o Brasil, para que mostre para o Brasil que é possível fazer coisas grandes, e acabar com esse espírito de vira-lata que toma conta do povo brasileiro e de todos nós. De mim, não, mas da maioria de nós”, afirmou Quaquá.
Na sequência, o prefeito cita um trecho do livro, publicado originalmente em 1995, considerado o resultado de décadas de estudos sobre a formação étnica e cultural do país, e cuja versão definitiva foi concluída na Praia de Cordeirinho, em Maricá, onde Darcy Ribeiro viveu seus últimos anos em uma casa projetada por Oscar Niemeyer.
Na leitura, Quaquá destaca o trecho em que o autor reforça a importância na união da América Latina contra o que ele chama de “América Anglo-Saxã”, além de sugerir que as nações “neo-latinas” seriam a “Nova Roma”, devido à força populacional, artística e cultural, faltando apenas o domínio tecnológico.
“O Brasil é já a maior das nações neo-latinas, pela magnitude populacional, e começa a sê-lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê-lo no domínio das tecnologias da futura civilização para se fazer uma potência econômica de progresso autossustentado. Estamos nos construindo na luta para florescer amanhã como uma nova civilização, mestiça e tropical”, descreve Darcy Ribeiro.
Secretário de Relações Internacionais, Jorge Castor (PT) destacou a relevância da iniciativa e a projeção internacional da obra, cuja versão em mandaria foi lançada na sede do Grupo de Comunicações Internacional da China (GCIC), como parte das comemorações do Ano Cultural China-Brasil.
“A tradução da obra para o mandarim amplia o diálogo cultural entre Brasil e China e projeta internacionalmente um trabalho concluído em Maricá. É um reconhecimento da importância da nossa produção intelectual e da contribuição do município para a cultura brasileira”, afirmou Jorge Castor.
Lançada em Pequim, capital chinesa, na última quinta-feira, a edição foi realizada em parceria entre a Blossom Press, o Centro Cultural de Publicações China-América Latina e Caribe do GCIC e a Fundação Darcy Ribeiro.
Para Quaquá, essa parece ser uma das ideias consideradas “malucas”, como ele mesmo cita, que o governo ajudou a colocar em prática, mas ele deixa claro, voltando ao livro de Darcy Ribeiro, que não será a única nem muito menos a última.
“São esses 3 parágrafos últimos que nos inspiram todo dia a construir em Maricá um exemplo de desenvolvimento para o Brasil. Quem acha que é utopia e maluquice, daqui há 2 anos, vocês terão que dar conta para a vida e para a realidade, porque nós faremos em Maricá o sonho da ‘Nova Roma Tropical’ de Darcy Ribeiro. E podem me chamar de maluco. Beijo”, concluiu o prefeito.
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