O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Governo do Estado do Rio, encontrou escutas dentro do gabinete do governador interino Ricardo Couto, no Palácio Guanabara, sede do governo, após uma varredura de rotina.
A informação foi publicada na manhã dessa sexta-feira, 29, pela jornalista Míriam Leitão, em sua coluna do jornal O Globo, dando conta de que os materiais serão analisados para saber se são novos ou antigos.
Segundo a jornalista, Ricardo Couto não vinha usando o gabinete do Palácio Guanabara, mas sim o seu antigo gabinete como presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), onde o desembargador atuava antes de assumir o governo estadual interinamente.
Ao G1, o Governo do Estado teria informado que as escutas não são novas, de “material aparentemente antigo e sem funcionalidade”, sendo retiradas pelos próprios agentes do GSI que encontraram os equipamentos.
Mesmo assim, o GSI teria aberto uma investigação interna para descobrir a origem dos chamados grampos e, principalmente, como eles foram parar no gabinete do governador, dentro da sede do Executivo estadual do Rio.
Ex-presidente do TJ-RJ, o desembargador Ricardo Couto assumiu o Governo do Estado do Rio após a renúncia de Cláudio Castro (PL), às vésperas da conclusão da condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, que deixou o ex-governador inelegível.
Desde que assumiu o Estado, Ricardo já soma mais de 2,7 mil exonerações de funcionários comissionados e mudanças em vários quadros da gestão, incluindo a troca de 20 nomes do chamado 1º escalão do governo.
Nessa quinta-feira, 28, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir interinamente o Estado no lugar de Ricardo Couto.
Esta é mais uma de tantas ações no STF sobre o Governo do Rio, como a do próprio Ruas pedindo para assumir, a do partido do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que pede eleição direta para o mandato-tampão, até as eleições de outubro; e a do PDT, pedindo anulação da eleição de Ruas na Alerj, sob o argumento de votação irregular.
O julgamento que vai decidir que o mandato-tampão terá eleições diretas, através do voto popular, ou indiretas, atrás de votação da Alerj, foi suspenso no último dia 9 de abril após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
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