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Projeto da Rodovia Transportuária é apresentado por engenheiros em Macaé

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Apresentação do projeto da Transportuária aconteceu para técnicos e gestores de várias secretarias da Prefeitura de Macaé, além de representantes do novo Terminal Portuário da cidade (Tepor)

Na última semana, o projeto da Rodovia Transportuária foi apresentado pelos engenheiros responsáveis para técnicos e analistas das secretarias de Ambiente; Mobilidade Urbana; e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Macaé, além de representantes do Terminal Portuário de Macaé (Tepor).

Segundo a prefeitura, o objetivo fundamental da apresentação foi dar celeridade ao projeto de licenciamento da Transportuária para o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) avançar no processo do próprio porto, já que a construção da Transportuária é uma exigência do próprio INEA, órgão responsável pela liberação da licença da obra do novo porto da cidade.

Com custo estimado em 100 milhões de reais, a Rodovia Transportuária vai ligar a área do novo Terminal Portuário de Macaé, no São José do Barreto, à RJ-168, conectando à área central do município e à BR-101, uma das principais via de acesso do município, desafogando o trânsito de carretas na área urbana da cidade.

Em julho, a prefeitura deu início ao processo de licenciamento ambiental da Transportuária, que será conduzido pelo próprio município. Em maio, o Prefeito Dr. Aluízio (sem partido), já havia desapropriado uma área de 6.4448.378,97 metros quadrados (m²) de extensão para a construção da nova rodovia , que terá 4 viadutos, e será construída pela EBTE, mesma empresa responsável pelo empreendimento do porto.

De acordo com o governo municipal, o trajeto da rodovia foi elaborado de forma a não impactar a mobilidade urbana da cidade e servir de uso exclusivo do Tepor durante a obra e de seu funcionamento.

“A Transportuária é o primeiro passo para a construção do porto e já faz parte do projeto do Tepor, por exigência do INEA. Para a construção da ilha, nome dado aos berços de atracação do porto, de 400 mil m², serão necessárias muitas pedras: o equivalente a 2 anos só de transporte desse material. A rodovia terá ‘link dedicado’ durante a construção do porto. Ou seja, o tráfego só será utilizado para esse fim nesse período”, detalhou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Macaé, Gustavo Wagner.

Para a prefeitura, o Tepor representa um novo salto para a economia do município e uma peça fundamental para a exploração e produção offshore de petróleo e gás da Bacia de Campos, setor que, desde o ano passado, vem vivenciado um momento de retomada econômica depois da grave crise internacional que estourou em meados de 2014.

“O processo para sua implantação está em andamento e em eminência da apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) junto ao INEA, e subsequente realização de audiência pública”, acrescentou o governo municipal, na última sexta-feira, 31 de agosto.

Ainda conforme a prefeitura, a área onshore ocupará um total de até 6 milhões de m², e possuirá pátios para estocagem e armazéns alfandegados. Estão incluídos em sua retroárea um Terminal de Armazenamento de Petróleo, com capacidade de armazenamento de 4,5 milhões de barris; um Terminal de Armazenamento de Combustíveis, com capacidade de armazenamento de 420 mil m³; uma Planta de Processamento de Gás Natural (UPGN), com capacidade de processamento de 60 milhões m³/dia; além do Tepor ainda contar com 2 terminais offshore.


 

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