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Produção de petróleo no Brasil começou a apresentar recuperação com alta de 2,2% em julho desse ano

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Em boletim divulgado nesta quarta-feira, 2 de setembro, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que a produção de petróleo no Brasil superou a marca de 3 milhões de barris de por dia.

Os dados são referentes à produção em todo o território nacional no mês de julho, quando a produção chegou 3,087 milhões de barris por dia, e aumentou 2,2% em relação ao mês de junho, e 10,9% em relação o mês de julho de 2019.

Ainda segundo o boletim divulgado pela ANP, a produção de gás natural brasileira no último mês de julho foi de 130 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, com alta de 1,4% ao mês de junho, e de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No total, a produção de petróleo e gás no Brasil em julho passado somou 3,898 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). E o aumento nos números da produção foi registrado mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus na economia.

“Durante o mês de julho, 33 campos tiveram as suas respectivas produções interrompidas temporariamente devido aos efeitos da pandemia da Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease 2019), dos quais 16 marítimos e 17 terrestres, e um total de 60 instalações de produção marítimas permaneceram com a produção interrompida”, informou a ANP.

A alta na produção petrolífera nacional de julho, porém, não conseguiu conter o encolhimento da economia brasileira no 2º trimestre deste ano, registrando queda de 9,7% no Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao 1º trimestre.

O encolhimento econômico teria sido causado pelas as medidas de prevenção à pandemia do coronavírus, que abalaram as atividades comerciais em quase todos os setores, em todos os estados do país.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, que demonstram ainda uma queda de 11,4% do PIB em comparação com o mesmo período do ano passado.

Para se ter uma ideia dos impactos das medidas de prevenção à pandemia, neste 2º trimestre de 2020, a indústria caiu 12,3%, os serviços caíram 9,7%, o investimento fixo caiu 15,4%, e o consumo das famílias, que corresponde a 2/3 (dois terços) de toda a atividade econômica nacional, caiu 12,5%.

A queda do PIB no 2º trimestre deste ano é muito maior do que a previsão do Ministério da Economia, que tinha a expectativa de contração de 4,7% para este ano, o que já seria a maior queda anual desde o início dos registros, no ano de 1900.

A retração registrada entre abril e junho desse ano foi mais acentuada do que os economistas esperavam. Em pesquisa da Reuters com economistas, a mediana das estimativas era de queda de 9,4% no trimestre e queda anual de 10,7%.

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