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Primeiro caso de coronavírus é registrado no Brasil, em paciente de São Paulo que veio da Itália

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou nesta quarta-feira, 26, o 1º caso de infecção pelo coronavírus no Brasil e em toda América Latina. O caso foi registrado em São Paulo, onde o paciente, um homem de 61 anos de idade, está em isolamento domiciliar em sua casa.

As informações foram passadas à imprensa em entrevista coletiva do ministro da Saúde, em Brasília, quando Mandetta explicou que o paciente esteve na Itália, país que já registrou mortes pela doença, e antes de retornar ao Brasil fez uma conexão na França. Segundo o ministro, o paciente está em bom estado e retornará à vida normal assim que deixar de apresentar sintomas, e com a confirmação do 1º caso no Brasil e do 2º no Hemisfério Sul, na Argélia, será possível analisar o comportamento do vírus num clima diferente do que vigora no Hemisfério Norte, onde estão Europa e China, que apresentam a maior concentração de pacientes com o vírus.

O ministro explicou que o homem estava assintomático e, depois de alguns dias de sua volta ao Brasil, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios. Antes, ele havia participado de uma reunião familiar, o que levou o Ministério da Saúde a colocar 30 pessoas que tiveram contato com ele em observação.

O gestor da Saúde do governo federal disse ainda que a confirmação do caso não altera o status sanitário do Brasil, pois o governo já havia declarado emergência de saúde de interesse nacional para realizar os preparativos da quarentena de brasileiros repatriados da China e que foram liberados no fim de semana.

Em todo o país, já são 20 casos em investigação e 59 suspeitas já foram descartadas. O governo federal informou ainda que outros 16 pacientes que estiveram no mesmo voo também devem ser postos em observação.

“Não existe quarentena porque não existe eficácia nesse tipo de situação”, esclareceu o Ministro da Saúde, que acrescentou, “você levar este paciente para dentro de um ambiente hospitalar só aumenta as chances de outros pacientes, em estado debilitado, serem acometidos”.

Mandetta explicou também que as diferenças entre os casos dos repatriados de Wuhan, na China, que ficaram em quarentena em uma base militar em Goiás após retornarem ao país, e o caso confirmado coronavírus em São Paulo, que está em quarentena familiar.

Sobre os repatriados, o ministro da Saúde disse que eles vieram de uma região epidêmica e iriam para diversas partes do território nacional, o que poderia espalhar o vírus em caso de serem registradas infecções.

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