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Presidentes da Petrobras e da Firjan também defendem derrubada de projeto que revisa o Repetro no Rio

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Presidente da Petrobras, Pedro Parente, demonstrou preocupação com tramitação de projeto de lei na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) para revisar benefícios do Repetro no estado

Na última semana, em evento para a apresentação do Plano de Negócios e Gestão (PGN) 2018-2022 da Petrobras, o presidente da empresa, Pedro Parente, se disse preocupado com o avanço de projeto de deputado estadual do Rio para revisar o Repetro no estado.

“Conforme o presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio) mencionou, são decisões que terão impactos. Por isso, é muito importante que a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio) considere ao deliberar esse assunto, que trará consequências extremamente danosas para o estado do Rio”, defendeu Parente, que disse já ter tido diversos encontros para mostrar aos deputados estaduais que o projeto é contrário aos interesses da indústria e da economia fluminense.

Durante o evento, batizado “Desafios e Oportunidades para o Mercado de Petróleo e Gás – a Visão Petrobras”, o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, também falou sobre o caso, tentando sensibilizar a classe política do estado em favor da integralidade do Repetro no Rio.

“Nós precisamos da ajuda de todos os líderes políticos para entenderem o que é o mercado de petróleo e o que ele pode refletir em termos de investimentos, renda e empregos. O Rio de Janeiro, através de seus políticos, está dando um recado exatamente ao contrário. Uma coisa é a crise econômica e financeira do Estado do Rio. A crise não tem nada a ver com isso. Achar que a margem do barril de petróleo é infinita é uma visão extremamente nociva”, afirmou Eduardo Eugenio na abertura do evento, para uma plateia lotada de empresários.

Assim como o Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB), já havia feito em outras oportunidades, citando o perigo que a aprovação do projeto representa para o Estado do Rio em relação a estados como São Paulo, que já aderiu integralmente ao Repetro, e até mesmo ao Espírito Santo, que já está seguindo o mesmo caminho dos paulistas, o presidente da Firjan alertou que o Estado de São Paulo já está conversando com empresas fluminenses para atraí-las, numa clara evidência de perdas para o Rio.

“Isso acontecerá caso o projeto de lei, que restringe o Repetro, seja aprovado na Assembleia Legislativa”, argumentou Eduardo Eugenio, lembrando que no início da última semana, a Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou a adesão do estado capixaba ao novo regime, sem restrições.

O entendimento da Firjan, bem como do Prefeito de Macaé, e tantos outros empresários do setor e políticos da região é de que, se o projeto for aprovado, muitas empresas hoje localizadas em solo fluminense poderão transferir suas operações para outros estados, como São Paulo e Espírito Santo, onde as vantagens do Repetro estão valendo.

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