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Presidente da Câmara de Macaé elogia participação de ex-vereador da cidade em processo de impeachment do ex-governador do Rio

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O processo de impeachment do agora ex-governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) foi lembrado na sessão da Câmara Municipal de Macaé na manhã desta terça-feira, 4 de maio, pelo presidente da Casa, vereador Cesinha (PROS, no centro da foto).

“Eu gostaria de parabenizar o deputado [estadual] Chico Machado (PSD) por ter feito parte daquela comissão que levou o ex-governador Witzel ao impeachment. Gostaria de deixar registrada a satisfação, junto à mesa diretora, do então deputado Chico Machado, que nos representa na cidade de Macaé, por ter feito parte desse momento tão importante para a cidade do Rio de Janeiro e para os municípios. Nunca na história houve um processo de impeachment [do governador do Rio], e esse foi o 1º. E tivemos um deputado de Macaé que fez parte desse processo. Gostaria de deixar registrado, em nome da mesa, e estender aí os parabéns ao deputado Chico Machado e a todos os que fizeram parte desse processo de impeachment”, lembrou Cesinha.

O passo final do processo de impeachment do ex-governador Wilson Witzel foi dado na última sexta-feira, 30 de abril, depois que o Tribunal Especial Misto (TEM), do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), votou, por unanimidade, pela perda de mandato e impossibilidade de exercer cargo público por 5 anos.

Ex-vereador de Macaé, o deputado estadual Chico Machado foi um dos parlamentares que participaram do TEM, juntamente com os deputados estaduais, Waldeck Carneiro (PT), Alexandre Freitas (NOVO), Dani Monteiro (PSOL), e Carlos Macedo (REPUBLICANOS), além de outros 5 desembargadores do TJ-RJ.

O TEM acatou as denúncias de crime de responsabilidade na gestão dos recursos da Secretaria Estadual de Saúde (SES) durante a pandemia do coronavírus, nas relações do Estado com as Organizações Sociais (OSs), Unir Saúde e Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS).

De acordo com a acusação, Wilson Witzel participou ativamente na requalificação da Unir Saúde, que já tinha sido impedida de prestar serviços ao Estado por irregularidades, e pagou ao IABAS, de forma irregular, 850 milhões de reais dos cofres públicos estaduais pela construção de 7 hospitais de campanha, que, em sua maioria, nunca saíram do papel.

Em sua página no Facebook, logo após o impeachment, na noite da última sexta-feira, Chico Machao escreveu sobre sua participação no TEM que confirmou o fim do mandato precoce do ex-governador do Rio, e justificou seu voto em favor.

“Na ocasião em que o coronavírus se espalhava pelo nosso país, a corrupção e a má gestão pública no combate à pandemia, infelizmente, se destacavam. O Brasil registrou mais de 400 mil óbitos no país e o Rio de Janeiro, em torno de 44 mil óbitos pelo coronavírus, até o presente momento, com o colapso hospitalar e doentes sem a assistência necessária”, comentou Chico Machado, citando dados da pandemia registrados no fim do mês de abril.

No dia seguinte ao fim do processo de impeachment, no sábado, dia 1 de maio, em pleno feriado do Dia do Trabalhador, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deu posse ao vice-governador, Cláudio Castro, agora novo governador do Estado do Rio.

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