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Presidente da Câmara de Macaé elogia bom desempenho dos vereadores da Casa nas eleições do último domingo

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Em sessão da última quarta-feira, 10, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) parabenizou os quase 40 mil votos recebidos pelos 5 vereadores candidatos a deputado estadual no pleito do último domingo, 7

Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé, na última quarta-feira, 10, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) enalteceu o que, segundo ele, teria sido um bom desempenho do Legislativo municipal nas eleições gerais do último dia 7.

Fazendo uso do Grande Expediente, Dr. Eduardo, que havia deixado a sessão para “tomar medidas administrativas” depois de breve e ácida discussão com o vereador Marcel Silvano (PT), elogiou o resultado dos vereadores na votação realizada dentro do município.

“O desempenho da Câmara faz a gente achar aqui que o trabalho está sendo feito. Não pela direção da Casa, trabalho político dos vereadores. E apesar dessa eleição ter tido um resultado muito triste para mim, pelo resultado ideológico, pelo resultado ético, sei lá como a gente pode chamar, ela mostrou que a gente não está perdendo eleição não. A gente está no grupo que está ganhando eleição, que está fazendo muito bem o papel”, defendeu ele.

Somando os votos de Macaé nos 5 candidatos a deputado estadual que possuem mandato como vereador na atual legislatura, foram 38.340 votos divididos entre o único eleito, Welberth Rezende (PPS), mas também Julinho do Aeroporto (MDB), Dr. Luiz Fernando (PTC), Val Barbeiro (PHS), e o próprio Marcel.

O número é expressivo quando se compara com o número total de votos nominais, ou seja, excetuando-se aqueles que foram em legendas, em todas as urnas apuradas no município, que somam 90.612 votos.

Ao parabenizar seus colegas de plenária, porém, o presidente da Câmara de Macaé aproveitou para alfinetar os vereadores, principalmente de oposição, que vez por outra, criticam a atuação do parlamento como um todo para defenderem suas posições.

“Aí eu falei, gente, deixa eu ver como é que nós estamos aqui em Macaé. Deixa eu ver a Câmara Municipal de Macaé. Essa Câmara aqui, que alguns vereadores fazem questão de denegrir todo dia aqui, falar mal, de falar mal na mídia, de apresentar acusações que não provam, infundadas, às vezes irresponsáveis. Ao próprio vereador que faz questão de denegrir a imagem da Câmara todo dia, a Câmara deu a resposta na urna. Brilhante. Mas a resposta da Câmara nas urnas foi fenomenal”, disparou Dr. Eduardo.

O vereador, que já anunciou diversas vezes que está em seu último mandato na Câmara Municipal, não perdeu a chance também de comentar o desastroso resultado das eleições dos chamados “caciques” políticos do Estado do Rio, quase todos derrotados nestas eleições.

“Eu confesso que essa eleição foi a que mais me fez pensar. Eu fiquei pensando nela 2 meses e ainda vou pensar mais uns 3 para entender o resultado que as urnas nos mostraram. Mas uma parte muito agradável dessa eleição foi constatar que apesar dos políticos estarem muito desgastados – esse foi um dos recados que a população deu. Todos os candidatos filhos de grandes nomes da política brasileira, e principalmente do Estado do Rio, perderam a eleição. Quase todos. Acho que só César Maia elegeu o filho (Rodrigo Maia, DEM, reeleito deputado federal). Mas o que mais me surpreendeu, que era impossível, é o filho do [Marcelo] Crivella (Marcelo Crivella Filho, PRB, candidato a deputado federal). O cara é Prefeito do Rio! Prefeito do Rio! Dono de um orçamento que deve ter uns 10 mil cabos eleitorais, servidores nomeados, assessores, a máquina poderosíssima, alguns vereadores que poderiam apoiar o filho, não conseguiu eleger o filho. O Prefeito do Rio perdeu a eleição do filho para deputado estadual!”, detonou Dr. Eduardo, confundindo-se apenas com o cargo ao qual o filho de Crivella estava concorrendo, que era o de deputado federal.

Além do filho de Crivella, foram derrotados ainda nestas eleições, os filhos do ex-deputado estadual Jorge Picciani (MDB), Leonardo Picciani (MDB) que fez 38.665 votos; do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB), Danielle Cunha (MDB), que fez 13.424 votos; e do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), Marco Antônio Cabral (MDB), que fez 19.659 votos.

Os 3 concorriam a uma vaga na Câmara Federal sob a tutela dos pais, presos acusados de envolvimento em diversos esquemas de corrupção, e que acabaram não conseguindo se eleger, encerrando, pelo menos por hora, o “legado” dos pais na política.


 

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