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Presidente da Câmara de Macaé anuncia que apoiará candidato a prefeito do seu partido e não o indicado pelo governo

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Em sessão ordinária da Câmara Municipal de Macaé nesta quarta-feira, 3 de março, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (CIDADANIA), sugeriu que pode estar em lados opostos ao do prefeito Dr. Aluizio (PSDB), na campanha das eleições municipais, que acontece em outubro deste ano.

Segundo Dr. Eduardo, que esteve aliado a Dr. Aluizio desde o início de sua gestão, em 2013, a postura, porém, não seria contrária ao grupo político do prefeito, e sim devido à possibilidade de seu partido lançar candidatura para concorrer contra o nome indicado pelo grupo do atual prefeito da cidade.

“Começou a eleição, gente. Para aqueles que duvidam, a eleição vai chegando a hora. E vai chegando a hora em que nem todos os parceiros, nem todos os amigos, nem todos os que tiveram juntos vão estar juntos. Vereadores aqui, por fidelidade partidária, por empatia, por amizade, por ideologia, poderão estar em campos separados. E eu respeito muito todos esses parceiros, todos. E gosto muito de ser respeitado também, por todos eles. Porque eu procuro fazer um negócio tão transparente, tão ético, tão digno com todo mundo, que eu fico muito indignado quando não recebo de volta a mesma consideração. Mas eu quero dizer mais uma vez, para deixar bem claro, que eu sou do PPS. Nem falo o nome novo [CIDADANIA] porque o nome novo eu não gosto. Sou do PPS e o PPS construiu um projeto, um projeto de muito tempo. O PPS já foi 3 eleições seguidas o 2º partido mais votado de Macaé, e construiu um projeto elegendo um deputado estadual [Welberth Rezende]. E se o projeto do PPS se concretizar, se houver uma candidatura do PPS, eu vou estar lá. Se isso vai me custar cargo, secretaria, eu vou estar no meu projeto”, afirmou Dr. Eduardo Cardoso.

Especulações à parte, já que os blogs da cidade anunciam, desde o ano passado, diversos nomes para o suposto sucessor de Dr. Aluizio à frente da prefeitura, Dr. Eduardo negou que tenha qualquer divergência com o governo, além de confirmar que vai concorrer a uma cadeira na Câmara no pleito desse ano.

“Tenho profundo respeito ao prefeito Aluizio, gosto muito dele. Sempre estive junto aqui. Não falto às reuniões. Não saio do plenário na hora de defender as matérias do prefeito. E não tenho que defender. E às vezes, me sinto atravessando o cargo de presidente, procurando defender quando a bancada não está aqui. E, infelizmente, a bancada estava tratando dos interesses pessoais dela lá, ou partidários, eu não sei o que é que era, mas não estava aqui. E perdemos até a matéria [votação, nesta terça-feira, 2, sobre remanejamento de orçamento da Saúde]. Mas o que eu quero dizer é o seguinte, vou seguir na minha linha. Tem o candidato, tem o projeto do partido, eu vou estar lá. Se esse projeto, por acaso, não acontecer, eu já tenho outro projeto. Pode ser que o partido resolva não lançar, o candidato não queria ser lançado, e eu tenho outro projeto. E vou cumprir. Meus acordos, eu cumpro. Vou continuar tentando levar a Câmara em paz, em respeito à cidade, em respeito ao governo que tem que avançar”, falou Dr. Eduardo.

O anúncio mostra o comprometimento do vereador com a legenda que o próprio chegou a cogitar deixar no ano passado, além de demonstrar que Dr. Eduardo mudou de ideia, já que, em 2017, havia anunciado que este seria seu último mandato. E aproveitou para dar um recado um tanto enigmático.

“Sou candidato a vereador. E vou seguir na mesma linha minha, respeitando a todos os colegas, mas se começar a pisar no meu calo, eu vou pular. Mas vou pular! Eu sou igual gato. Me imprensou, meu irmão, eu pulo mesmo. E vou pular feio. Não vou falar em nomes agora, não quero falar, mas o assédio está sendo grande. A busca de destruir um partido está sendo grande, de destruir uma candidatura está sendo grande. E eu até pensei em falar hoje. Vários colegas ontem conversaram comigo, mas não vou falar hoje não. Vou esperar amadurecer isso aí, passar a raiva, que eu com raiva perco um pouco a inteligência. Vou esperar passar a raiva para começar a falar as coisas que têm me chegado. Mas vou falar, e vou falar com provas, com documento, vou falar lá no MP [Ministério Público], vou falar lá na Justiça Eleitoral. Vou lá com gravações, com áudio, com papeis, vou lá. Então, vou me resguardar. Não conversei com o prefeito ainda, quero conversar com ele. Mas vou me resguardar do direito de manter a minha posição de respeitar todos os colegas que estão aqui e todos os direitos que cada cidadão tem de lutar pela democracia, de lutar pelo voto, de lutar pelo que pensa. Os que pensam assim, podem contar comigo”, concluiu o presidente da Câmara de Macaé.

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