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Presidente da Alerj pede licença por 2 meses para tratar câncer na bexiga

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Afastamento do cargo pode significar sobrevida ao governador, que vinha sofrendo pressão de seu ex-aliado no Legislativo

Foto: Divulgação

Tunan Teixeira

 

O Governador do Rio, Pezão (PMDB), pode ter ganho uma sobrevida em relação às pressões que vinha sofrendo do Legislativo estadual nesta segunda-feira, 3 de julho, depois da notícia de afastamento do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, Jorge Picciani (PMDB).

Segundo informações da jornalista Berenice Seara, na coluna Extra, Extra, publicada no Jornal Extra, o motivo do pedido de licença por 2 meses, até o dia 30 de agosto, seria o tratamento contra um câncer na bexiga do deputado.

O pedido de licença foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira e nesse período a Casa deverá ficar com o deputado Wagner Montes (PRB), que é o primeiro vice-presidente da Alerj.

Há alguns dias, Picciani fez duras declarações contra o ex-aliado, criticando diversas decisões tomadas pelo governador, que quem chegou a chamar de “incompetente” e “despreparado”, falando até sobre a possibilidade de pedir o impeachment do chefe do Executivo estadual, que, vale lembrar, sofre processo de cassação de seu mandato, bem como o de seu vice, Francisco Dornelles (PP), que espera julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com as constantes ausências de Picciani, a bancada do PSOL, que também está interessada no impeachment de Pezão, já havia entrado com uma representação, questionando quem estava na presidência de fato.

À Rádio CBN Rio, o Presidente da Assembleia já havia dito que não estava apenas presidindo as sessões, mas que estava dando expediente na Casa Legislativa, porém, anunciou que só pediu a licença depois que a Casa aprovou, na semana passada, o projeto que estabelece teto de gastos para o estado a partir de 2018.

A aprovação do projeto era a última exigência do governo federal para que o Rio possa ser incluído no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, que, segundo o governador e seu secretário de Fazenda, é visto como fundamental para tirar o estado da grave crise em que vive, além de possibilitar o pagamento dos salários atrasados dos servidores.

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