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Prefeitura de Macaé volta a discutir planejamento portuário com governo federal

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Representantes de diversas secretarias do governo municipal de Macaé e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, estiveram reunidos na última segunda-feira, 16, para debater situação dos portos da cidade

O assunto do porto de Macaé voltou à pauta nesta segunda-feira, 16, depois de um encontro entre representantes da prefeitura e da Secretaria Nacional dos Portos (SNP), ligada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil do governo federal.

Segundo a prefeitura, o assunto principal do encontro, que reuniu os secretários de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Gustavo Wagner, e de Ambiente e Sustentabilidade, Gerson Martins, foi o Porto de Imbetiba.

Na reunião, que contou com profissionais de outros órgãos municipais, foi discutida ainda a atualização do Plano Mestre, que serve como base do planejamento do governo federal para o setor portuário, do qual Macaé é parte importante.

“A prefeitura garante o suporte necessário às operações no Porto de Imbetiba, operado unicamente pela Petrobras, que ratifica não ter interesse em tirá-lo daqui. A autonomia do petróleo nacional veio por meio da Bacia de Campos e passou, necessariamente, por este porto. A 14ª e a 15ª rodadas do pós-sal; do 2º e 3º leilões do pré-sal, deram destaque à Bacia de Campos e precisamos nos preparar para um novo ciclo de desenvolvimento, porque vamos enfrentar um tipo de perfuração que ainda não temos expertise. O pré-sal e o Terminal Portuário de Macaé (Tepor) são fatores de alavancagem deste novo momento da economia”, avaliou Gustavo Wagner aos especialistas portuários, segundo a prefeitura.

Contando com o suporte de professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), instituição conveniada com o ministério, os técnicos municipais e federais, pontuaram ainda sobre o acesso rodoviário, ferroviário, a relação porto-cidade e a relação ambiental dos dois empreendimentos portuários de Macaé.

Para o especialista da SNP do Ministério dos Transportes, Ricardo Maia, a reunião multidisciplinar foi útil para a coleta de dados dentro do trabalho de planejamento do Plano Mestre, que reúne diversos complexos portuários do país.

“Esse contato com a prefeitura nos ajudou bastante. Até para a verificação de empreendimentos que vão mudar bastante o cenário da região quanto à atividade portuária. O Plano Mestre tem abrangência de 39 anos e a equipe de professores da Universidade de Santa Catarina vai entrar em contato com cada segmento para obter dados mais detalhados sobre aspectos ambientais, ferroviários e rodoviários”, detalhou o especialista.

Tepor – O encontro serviu também para que as partes pudessem ampliar os debates a respeito da “construção iminente”, pela iniciativa privada, do novo Terminal Portuário de Macaé, na localidade de São José do Barreto.

Na reunião, o Secretário de Ambiente de Macaé, Gerson Martins, lembrou que todas as informações municipais necessárias para o licenciamento ambiental do novo Terminal Portuário foram passadas para a Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia (EBTE), responsável pela obra.

Já o Secretário Gustavo Wagner preferiu aproveitar a oportunidade do encontro com os representantes do governo federal para reforçar a importância do Tepor para o incremento logístico que o empreendimento trará para o futuro do município.

“O projeto é muito mais que um porto. É um plano que inclui a geração de energia, o processamento de gás natural, o supply, e a diversificação da economia", ressaltou o gestor do Desenvolvimento Econômico de Macaé.

Em relação aos acessos ao novo empreendimento, tanto ferroviário quanto de trânsito, os presentantes da prefeitura citaram a Estrada de Ferro Espírito Santo-Rio de Janeiro (EF-118), também conhecida como Rio-Vitória, projeto que está ligado ao Plano Estratégico de Logística de Carga do Estado do Rio de Janeiro, que ligará o estado capixaba ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além de projetos como a reforma da Estrada Santa Tereza, a criação da Rodovia Transportuária, e a duplicação da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), do trecho na entrada da cidade até a Imbetiba, com a retirada do acostamento e criação de duas pistas.


 

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