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Prefeitura de Macaé se reúne com empresários da cadeia de petróleo para ampliar prevenção ao coronavírus

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A Prefeitura de Macaé anunciou nesta segunda-feira, 16, que segue tentando ampliar as estratégias de prevenção ao coronavírus, principalmente por transmissão local, com medidas que visam a redução de aglomerações de pessoas.

Depois de seguir indicação do Governo do Estado e suspender as aulas em toda rede pública e privada do município, o prefeito Dr. Aluizio (PSDB) se reuniu, nesta segunda pela manhã, com empresários e representantes de segmentos que compõem a cadeia produtiva de óleo e gás em Macaé.
O objetivo do encontro foi ampliar as ações de combate a circulação do vírus na cidade, que já conta com 10 casos suspeitos da doença, mas ainda segue sem casos confirmados, segundo informou a secretária de Saúde, Deusilane Galiza.
Diante dos representantes da rede hoteleira, Polo Gastronômico e profissionais que atuam nas principais empresas offshore, Dr. Aluizio reiterou que o principal foco, no momento, é reduzir as chances de contágio do coronavírus.
“É preciso conscientizar as pessoas de que só se evita o coronavírus impedindo a transmissão local. Por isso é necessário evitar aglomerações. Não há motivo para pânico, mas todos nós precisamos fazer a nossa parte. O assunto é sério e requer cuidados excessivos para evitar a disseminação da doença”, afirmou o prefeito.
A prefeitura ressaltou que além de compor a principal rede de geração de emprego formal da cidade, a cadeia produtiva do petróleo é responsável também por promover a circulação de profissionais de diferentes partes do país e do mundo em Macaé, o que “acende o sinal vermelho quanto a possível transmissão do coronavírus”.
Na reunião com o setor, Dr. Aluizio repassou aos empresários orientações sobre a higienização dos espaços de circulação de pessoas, além do cuidado em identificar pacientes com sintomas de tosse, febre, dificuldade respiratória e indisposição, que indicam a contaminação do coronavírus.
“Ao cumprir as regras de higienização e evitar a aglomeração das pessoas, são os passos fundamentais para se evitar o contágio do coronavírus. O consenso da sociedade médica mundial é combater a transmissão local. Nós precisamos batalhar, todos os dias, para conscientizar as pessoas sobre esse risco”, apontou o prefeito.
Em nota à imprensa divulgada na última sexta-feira, 13, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), informou que também está agindo para reduzir os impactos do coronavírus nos pequenos negócios brasileiros.

“Diante do cenário de avanço do coronavírus no Brasil, o Sebrae informa que está empenhado para reduzir os efeitos da pandemia nas micro e pequenas empresas (MPE), que respondem por 99% dos negócios brasileiros e que mais geram emprego no Brasil (em 2019, as MPE responderam por mais de 730 mil vagas de trabalho). Neste sentido, visando acelerar o enfrentamento do problema e possibilitar mais rapidamente a retomada da agenda de desenvolvimento da economia, o Sebrae criou um grupo de trabalho e iniciou atuação junto às instituições setoriais e no atendimento direto aos empresários”, explicou o Sebrae através da nota.

Presidente do Sebrae, Carlos Melles ressaltou a importância das micro e pequenas empresas para a geração de emprego e renda, e também para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que cresceu apenas 1,1% em 2019.

“A marca da micro e pequena empresa é a resiliência. Apesar de todas as crises recentes, os pequenos negócios geraram 12 milhões postos de trabalho nos últimos anos, respondendo por todo o saldo positivo de empregos no país. Verificamos não apenas o aumento da quantidade de empresas, que hoje totalizam 16 milhões de negócios, mas também do número de empregos, da massa salarial – que cresceu mais do que os salários pagos nas médias e grandes empresas, resultando em ampliação da produtividade e participação no PIB”, analisou Carlos Melles.

O presidente o Sebrae, porém, avaliou que uma das coisas mais importantes para a indústria e a população é a busca por informações para evitar o pânico que pode afetar drasticamente as micro e pequenas empresas brasileiras.

“Pânico é o medo associado à desinformação. Estamos confiantes que, com a orientação e apoio adequados, os empreendedores de MPE superarão mais este desafio”, pontuou.

De acordo com a instituição, a estratégia é nivelar informações para adoção de medidas preventivas nos quase 2 mil pontos de atendimento físico do Sebrae espalhados pelo país, priorizando o relacionamento com o cliente a distância e revendo o calendário de eventos presenciais e coletivos.

Para os pequenos negócios, o Sebrae afirmou que pretende apoiar os setores mais impactados pela doença, com informações aos empresários e funcionários sobre medidas de prevenção, além de oferecer orientação gerencial e financeira diante do prejuízo provocado pelo coronavírus, atuando em parceria com instituições que representam os segmentos afetados.

Segundo o Sebrae, os setores mais impactados pelo avanço do coronavírus no Brasil são pequenos negócios em processo de internacionalização; desabastecimento de setores intensivos em importação, como eletrônicos, têxteis e peças automotivas.

Outros pequenos negócios afetados são os voltados ao turismo, à alimentação fora do lar, às feiras livres, ao varejo tradicional, aos serviços porta a porta, à economia criativa, como shows, teatro, eventos esportivos e eventos culturais em geral, aos serviços médicos e veterinários, aos serviços de beleza, cuidados pessoais e estética, aos serviços educacionais, aos negócios situados em ruas de comércio, shoppings ou locais de grande circulação, à logística e e-commerce, e aos serviços de delivery e transporte, sejam coletivos ou individuais.

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