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Prefeitura de Macaé enaltece criador da bandeira e do brasão da cidade, que faria 118 anos nesta semana

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A última terça-feira, 19, marcaria o aniversário de 118 anos do autor de um dos símbolos da cidade, como a bandeira municipal, criada pelo médico Moacyr Santos, nascido em 1904 no distrito de Glicério, na região serrana.

“Estabelecidos pela Lei Orgânica do município, são símbolos de Macaé, a sua bandeira, o brasão e o hino, todas representações artísticas da nossa cultura e história. Por ser cantado em eventos oficiais e em escolas, o hino talvez seja o símbolo macaense que tenha a autoria mais conhecida, já que a letra de Antônio Alvarez Parada e a música de Lucas Vieira precisam ser, necessariamente, executadas nos atos oficiais da cidade, bem como nos eventos festivos de qualquer natureza. Mas e o brasão e a bandeira, usados na comunicação oficial de Prefeitura e Câmara, como também por muitos comerciantes locais e criadores de conteúdo digital? Pois um dos seus autores, o médico Moacyr Santos, completaria 118 anos nesta terça-feira (19)”, contou a prefeitura.

O médico, que veio de família suíça que chegou à Região Serrana no início do século passado, estudou na então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal Fluminense (UFRJ), e foi, junto com seus amigos, Jorge Caldas e Bentinho, um dos 3 primeiros médicos da cidade, em uma época em que era normal receber presentes em troca dos serviços.

Moacyr Santos foi também professor de biologia e de línguas estrangeiras no Colégio Luiz Reid, contribuindo, como estudioso de filosofia, para a formação de seu sobrinho, Cláudio Ulpiano, como um dos filósofos mais conhecidos do país, sendo homenageado ao dar nome à atual Cidade Universitária de Macaé.
Especialista em orquídeas, e premiado nacionalmente, Moacyr Santos também foi é considerado um grande incentivador das artes plásticas em Macaé, sendo amante de botânica, história e música.

“Junto com seu amigo Rui Pinto, foi um dos criadores do Horto Municipal de Macaé. Foi ainda um dos mecenas mais importantes que a cidade já teve. Morador da Rua Euzébio de Queiroz, Moacyr era vizinho do então menino Hindemburgo Olive, a quem incentivava com a aquisição de telas e tintas para que Hindemburgo, um dos mais geniais artistas que Macaé já apresentou ao país, pudesse desenvolver todo o seu talento”, contou a prefeitura.

A prefeitura explicou também o significado das figuras representadas no brasão municipal, conforme criação de Moacyr Santos, que realizou uma realizou uma pesquisa para a composição dos elementos com a ajuda do artista plástico paulista, Darwin da Silveira, que durante muitos anos morou na Barra de Macaé.

“De acordo com o 2º parágrafo do Artigo 3 da Lei Orgânica de Macaé, o brasão da cidade apresenta uma coroa com 5 torres, então características das cidades, em campo azul, que, em heráldica, significa formosura e majestade. Dentre outros elementos, o brasão de Macaé apresenta a Cruz de Cristo, símbolo da fé e das origens jesuítas, e as flechas que lembram o primitivo aldeamento indígena sobre o qual a vila se ergueu. 2 bagres, peixes abundantes no rio que banha a cidade, e duas palmeiras macaíbas, de fruto carnudo e doce, completam o desenho. Coco muito apreciado pelos indígenas goytacazes e tamoios que então habitavam a região, tendo o Rio Macaé como fronteira natural que separava as tribos, a macaíba viria batizar a cidade de Macaé, que se erigiu em vila na data de 29 de julho de 1813”, detalhou o município sobre seu brasão.

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