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Políticos do MDB são envolvidos em novas denúncias de corrupção feitas pelo MPF

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Esquema envolvendo políticos e empresários para concessão de crédito na Caixa Econômica Federal foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF)

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça 4 denúncias separadas referentes às investigações sobre um suposto esquema criminoso de concessão de crédito na Caixa Econômica Federal (CEF) para empresas, e pediu o pagamento de mais de 3 bilhões de reais em multas e reparação de danos.

O esquema revelado pela força-tarefa da operação Greenfield funcionava com o pagamento de propina a autoridades em troca de concessão de operações de crédito da Caixa para as empresas Marfrig, Bertin, a J&F e o Grupo BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, de acordo com os procuradores.

“As investigações demonstraram a existência de 3 frentes criminosas: o grupo empresarial; o grupo dos empregados públicos que operavam na Caixa e no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço); o grupo político e de operadores financeiros”, disse o MPF em comunicado à agência internacional de notícias, Reuters.

As denúncias revelam a atuação dos ex-ministros Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) e do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (MDB-RJ), além de diversos operadores financeiros e empresários, segundo o MPF.

O Ministério Público Federal, que contou com acordos de colaboração premiada de operadores, além de provas colhidas em investigações, para basear as denúncias, apontou que, até o momento foram identificados os repasses de valores ilícitos de 89,5 milhões de reais para Cunha; 17,9 milhões de reais para Geddel e 6,7 milhões de reais para Alves.

Cunha e Geddel já estão presos por envolvimento em escândalos de corrupção, enquanto Alves já esteve preso, mas atualmente está em liberdade. O ex-presidente da Câmara Federal foi preso em outubro de 2016, enquanto Geddel foi preso em julho e Alves, em junho, de 2017, todos 3 por corrupção, mas Alves teve a prisão convertida em prisão domiciliar em fevereiro desse ano.

Questionada pela Reuters sobre as denúncias, Marfrig disse que o empresário Marcos Molina dos Santos, presidente do conselho da companhia, foi objeto de acordo fechado em maio com o MPF, mediante formalização de um termo de compromisso de reparação de eventuais dados, que protege a Marfrig e seus executivos de quaisquer responsabilidades financeiras e jurídicas.

“Não se trata de um acordo de colaboração ou de delação e não há admissão de qualquer culpa por parte do empresário, que mantém suas atividades empresariais inalteradas”, disse a Marfrig à Reuters.


 

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