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Petrobras não retirou nenhuma movimentação de carga do Porto de Imbetiba

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“O Porto de Imbetiba, em Macaé, que atende a Petrobras, não perdeu uma única movimentação de carga para o Porto do Açu, em São João da Barra”. A afirmação é a do jornalista Roberto Barbosa, que escreve para o Portal Viu! Online.

Segundo matéria publicada na página da revista na internet, a base que a estatal está instalando no Açu operava no Porto de Vitória, no Espírito Santo, e foi deslocada por conta do encerramento do contrato.

A informação é confirmada pelo professor e engenheiro do Instituto Federal Fluminense de Campos, Roberto Moraes, que na última terça-feira, 3, escreveu um artigo em seu site desmentindo a desmobilização da estatal em Macaé.

“Vou repetir que mesmo diante de um cenário nacional e político complexo e de incertezas, eu posso afirmar que a Petrobras não cogita deixar de ter base em Macaé. Apenas contratou outra base de apoio portuário por licitação e o prestador de serviço ofereceu o Terminal 2 do Porto do Açu”, escreveu o engenheiro.

A notícia de que a Petrobras estaria deixando Macaé surgiu na Câmara Municipal há algumas semanas, e gerou até um movimento protagonizado pelo vereador Maxwell Vaz, do Solidariedade, que alegava que 80% das operações da empresa estariam deixando a cidade.

Mas de acordo com a Viu!, a Petrobras, além de não estar indo embora, apenas teria transferido seus departamentos que funcionavam em prédios alugados na cidade para o Parque de Tubos, para contenção de despesas. As informações seriam de um alto funcionário da estatal ouvido pelo site.

O engenheiro Roberto Moraes lembra ainda que a cidade de Macaé tem uma grande importância para as atividades da empresa na distribuição e logística de oleodutos e gasodutos, que interligam as unidades de produção instaladas no mar com a Refinaria Duque de Caxias, na capital fluminense.

“O Gasoduto Rota 2 com 401 km de extensão tem capacidade para movimentar 13 milhões de m³/dia. Ele começou a operar em fevereiro deste ano e interliga o polo de pré-sal da Bacia de Santos ao Terminal de Cabiúnas (Tecab), em Macaé”, analisa ele.

Roberto ressalta que o Tecab em Macaé é o maior polo brasileiro de processamento de gás natural e tem capacidade de processamento de 28,4 milhões de metros cúbicos de gás natural e 6 mil metros cúbicos de condensado de gás natural.
“Em 2015, o Tecab processou pouco mais de 50% desta capacidade o que identifica que esta base aumentará sua participação no processamento de gás, agora vindo em maior quantidade dos campos do pré-sal. Esta ampliação se deu no ano passado com o início da pré-operação de duas unidades do Terminal de Cabiúnas”, lembrou o engnheiro, duvidando que um município que tem o maior polo de gás do país, construído e administrado pela Petrobras, poderia ser abandonado de uma hora para outra.

Tunan Teixeira

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