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Pesquisa da Firjan volta a apontar aumento do otimismo da indústria do Norte Fluminense nos próximos 6 meses

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apresentou, neste mês de maio, um indicador de expectativas dos industriais do Norte Fluminense que revela otimismo pelo aumento da demanda dos produtos nos próximos 6 meses.

As informações foram divulgadas na pesquisa Sondagem Industrial do Rio de Janeiro, que mostrou que a região atingiu 53,7 pontos em abril, acima do patamar do mês anterior, que era de 49,3 pontos, e um pouco acima da média estadual, que ficou em 52,8 pontos.

Segundo a Firjan, mesmo diante das incertezas da pandemia do coronavírus, que vem impactando negativamente a indústria, as expectativas positivas se refletem também na compra de matérias-primas, que vinha sofrendo com a crise da pandemia.

Com relação ao número de empregados nas empresas do Norte Fluminense, as previsões sequem em 50,0 pontos, enquanto as perspectivas de investimento amargam a pior média deste ano, que ficou em 40,4 pontos.

“Os dados da sondagem deixam claro a trajetória de recuperação da economia da região. Mas uma coisa que é muito comum e a gente sempre observa isso em momentos de recuperação, é que, primeiro, se recupera a produção, para só então, num segundo momento, quando há uma normalização da atividade econômica, a gente começar a voltar a ter volume nas contratações”, analisou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

A Federação explica que a pesquisa varia de 0 a 100 pontos; quando os resultados passam de 50 pontos, representam melhora ou otimismo do mercado, e quando caem dos 50, apresentam piora ou pessimismo.

De acordo com a Firjan, mesmo com os números apontando otimismo da indústria para uma melhora nos próximos meses, os desafios atuais se refletem nas dificuldades financeiras da região, que representa o maior polo industrial do Estado fora da capital.

A Firjan aponta que os industriais se queixam acima de tudo do preço médio das matérias-primas, o que provoca aumento dos custos e acentua a dificuldade financeira, insatisfação também demonstrada quanto à situação financeira e o acesso ao crédito.

“Diante do agravamento da pandemia, assim como a dificuldade em se conseguir matérias-primas, se refletiram na produção industrial. Os indicadores de janeiro e fevereiro mostram as maiores quedas desde maio do ano passado, embora em março deste ano já tenha apontado recuperação, finalizando o trimestre com 45,6 pontos. O volume é bem menos intenso do que março do ano passado, por exemplo, quando foram registrados 28,9 pontos. Apesar da redução na produção, a indústria Norte Fluminense utilizou 57% de sua capacidade instalada em março, nível superior aos meses anteriores. Em geral, o nível de atividade na região foi inferior ao restante do estado, exceto com relação ao número de empregos: o Norte Fluminense registrou 49,3 pontos, contra 48,1 pontos no estado em março”, concluiu a Firjan.

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