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Novo ministro da Saúde diz que não é possível prever quando acontecerá o pico do novo coronavírus no Brasil

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Perto dos 80 mil casos confirmados do novo coronavírus, o Brasil já é o 11º país do mundo com mais casos da doença, segundo dados de um mapeamento feito pela Microsoft que conta com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o Ministério da Saúde, este foi um aumento recorde de mais de 6 mil casos confirmados e as 449 mortes nas últimas 24 horas, mantendo a letalidade do novo coronavírus no brasil em 7% dos casos.

Na última quarta-feira, 29 de abril, Nelson Teich participou de uma sessão remota no Senado, por meio de videoconferência, para falar das ações do governo no combate à pandemia do novo coronavírus, e declarou que ninguém sabe quando ocorrerá o pico da doença no país.

A declaração foi dada em resposta ao questionamento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que queria saber sobre uma posição clara do governo federal em relação às medidas de isolamento social.

“Perguntar se fica em casa ou se não fica em casa é algo simplista para um problema é extremamente heterogêneo. O ideal é que a gente tenha os testes: quem é positivo vai ficar; quem for mais velho vai ficar; pessoas que tiveram contato vão ficar. Vai depender da curva que existe em cada região, vai depender de quantos casos houve em cada região. Eu posso responder a qualquer pergunta, só não posso responder superficialmente perguntas complexas”, disse o ministro aos senadores.

Aos senadores, o ministro reforçou a situação grave que o país passa por causa da doença, e pediu ação conjunta dos governos, federal, estaduais e municipais, e também dos deputados e senadores.

Nelson Teich, que substituiu o antigo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta no último dia 17 de abril, afirmou ainda que a divisão de insumos não deve ser mais feita de forma linear, entre estados e municípios, mas priorizando os locais que passam por mais dificuldades.

Na manhã desta quinta-feira, 30, o governo federal anunciou a antecipação do repasse de 364 milhões de reais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para estados e municípios, valor que seria pago apenas no mês de maio.

O repasse antecipado se refere à 4ª parcela de 2020, totalizando 1,4 bilhões de reais somando todas as parcelas de 2020, de acordo com estimativas do governo federal, e visa tentar minimizar a falta da merenda escolar para mais de 40 milhões de estudantes das redes públicas em todo o país, que estão com as aulas paralisadas.

De acordo com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão do governo federal, a orientação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é de que a distribuição dos alimentos às famílias dos estudantes liberada pelo governo seja realizada em forma de kits, definidos pelas equipes de nutrição locais.

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