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Mesmo após acordo, Michel Temer autoriza uso das Forças Armadas para liberar rodovias

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Caminhoneiros grevistas fecharam diversas rodovias em vários estados brasileiros e no Distrito Federal, atrapalhando o abastecimento de produtos e insumos em todo o país

Mesmo após chegar a um acordo com os representantes do sindicatos dos caminhoneiros, o presidente Michel Temer (PMDB) resolveu utilizar o Exército para acabar com as manifestações e liberar as rodovias.

Em greve desde a manhã da última segunda-feira, 22, os caminhoneiros fizeram protestos e paralisaram rodovias em 24 estados e no Distrito Federal, interrompendo o abastecimento de diversos produtos e insumos em todo o país.

Através da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o governo federal anunciou a decisão depois de uma reunião entre o presidente e alguns ministros, realizada no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no Palácio do Planalto.

De acordo com uma fonte ouvida pela agência internacional de notícia, Reuters, além do Exército, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as polícias Militares dos próprios estados também irão atuar nos desbloqueios onde for necessário.

“Quero anunciar um plano de segurança imediato para acionar as forças federais de segurança para desbloquear as estradas e estou solicitando aos governadores que façam o mesmo. Não vamos permitir que a população fique sem os gêneros de primeira necessidade, que os hospitais fiquem sem insumos para salvar vidas e crianças fiquem sem escolas. Quem bloqueia estradas de maneira radical será responsabilizado. O governo tem, como tem sempre, a coragem de dialogar; agora terá coragem de usar sua autoridade em defesa do povo brasileiro”, comunicou o governo através da EBC.

Apesar do acordo, que prevê uma paralisação de 15 dias na greve, a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), que não participou da decisão entre Temer e outros representantes da categoria, repudiou o acertado entre o governo e parte da liderança dos grevistas e deixou a decisão para os próprios caminhoneiros.

“Se eles acham que a proposta apresentada pelo governo é justa, que voltem para suas casas. Mas se consideram que o governo não atendeu às suas necessidades, que permaneçam firmes”, afirmou a Abcam em comunicado.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse nesta sexta que o governo cumprirá o acordo com caminhoneiros à medida que houver a contrapartida por parte da categoria. Segundo ele, o governo confia no fim do movimento, e espera que as lideranças consigam informar a categoria sobre o acordo.

A proposta do governo, feita em reunião que durou 7 horas, na quinta-feira, 24, foi de congelar os preços do diesel por 30 dias nos níveis anunciados pela Petrobras em troca de 15 dias sem paralisação dos caminhoneiros.

Pelo acordo, o Congresso também votará um projeto de lei que estabelece um preço mínimo para o frete, os reajustes do diesel pela Petrobras serão feitos a cada 30 dias, não mais diariamente, e a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE) sobre o diesel será zerada.

“O governo confia em tudo aquilo que foi ajustado com os caminhoneiros seja cumprido de parte a parte. Nós cumprimos com nossa parte, eles cumprem a parte deles”, disse Padilha à Reuters, afirmando ainda não ser possível garantir, mesmo com o fim da greve, que o abastecimento, principalmente de combustíveis, seja normalizado neste fim de semana.

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