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Lembrando tempos de jogador, Romário dispara e deixa Paes e Garotinho para trás em pesquisa para Governo do Rio

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Decepção com nomes tarimbados da política e seguidos escândalos de corrupção faz eleitores fluminenses apostarem no Baixinho para Governador do Rio

Antes conhecido por seus mais de mil gols, o hoje senador Romário (PODE), que já defendeu Flamengo, Fluminense e Vasco, além de ser um dos principais nomes da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, surge como principal candidato a assumir o Governo do Estado do Rio nos próximos 4 anos.

É o que demonstra uma pesquisa de intenções de voto para as eleições ao Governo do Rio, realizada pela Paraná Pesquisas, e divulgada nesta sexta-feira, 20, em que Romário aparece na liderança, com 24,3% das intenções de voto.

O eterno camisa 11 da Seleção e dos clubes por onde passou, que, nas urnas aparecerá com o número 19 de seu partido, aparece à frente de nomes tarimbados na política carioca e fluminense, como os do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM) e do ex-governador Anthony Garotinho (PRP).

Enquanto Paes aparece em segundo lugar, com 15,1%, Garotinho vem em terceiro, com 13,5%, o que os coloca tecnicamente empatados, devido à margem de erro da pesquisa, realizada entre os dias 14 e 19 de junho deste ano.

Feita com 1.860 eleitores com 16 anos ou mais, em 46 municípios do estado, a pesquisa traz em quarto lugar o deputado federal Índio da Costa (PSD), 7,2%, seguido por Tarcísio Motta (PSOL), Pedro Fernandes (PDT), Marcia Tiburi (PT), Marcelo Trindade (NOVO), e Wilson Witzel (PSC), que somam, respectivamente, 3,8%, 2,7%, 2,1%, 2,0%, e 1,8% das intenções de votos.

Os demais candidatos citados na pesquisa, Marcelo Delaroli (PR), Rubem César (PPS) e Leonardo Giordano (PCdoB), vêm logo atrás, mas não somaram sequer 1% das intenções de votos entre os entrevistados.

No cenário sem Garotinho, que pode ver seus planos de voltar ao Palácio Guanabara frustrados devido a problemas com a justiça, a diferença entre Romário e Paes aumenta de 8,8% para quase 10%, com o senador ficando com 27,9% e o ex-prefeito do Rio com 18%.

Neste cenário, Índio da Costa teria, segundo a pesquisa, 8,5%, seguido de Tarcisio Motta, com 4,1%; Pedro Fernandes, com 3,1%; Marcelo Trindade, com 2,6%; Marcia Tiburi, com 2,4%; Witzel, com 1,9%; e Rubem César, que aparece com 1,1%.

Vale lembrar que, apesar da Paraná não ter feito nenhuma pesquisa com esse cenário, Eduardo Paes também pode ficar de fora da disputa, já que tem condenação por abuso de poder político-econômico nas eleições municipais de 2016, quando tentava eleger como sucessor o hoje deputado federal Pedro Paulo (DEM), que também foi condenado pela Justiça Eleitoral na mesma ação.

Com vários recursos negados desde a condenação, os dois voltaram momentaneamente ao páreo depois de decisão controversa do ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a inelegibilidade do ex-prefeito e do deputado, condenados a 8 anos.

A Paraná Pesquisas apresenta ainda um 3º cenário, sem Witzel e Trindade, em que a liderança de Romário seria ainda maior, chegando a 28,5%, contra 18,7% de Paes. Índio da Costa também cresce neste cenário, ficando com 9% das intenções de votos, seguido de Tarcisio Motta, com 4,7%, enquanto os demais estariam empatados tecnicamente.

Curiosamente, entre os eleitores ouvidos pela Paraná Pesquisas, as maiores rejeições são justamente de Garotinho e Paes, que somaram, respectivamente, 72,5% e 62%, entre as pessoas que disseram que não votariam neles para governador de jeito nenhum.

Índio da Costa e Tarcisio Motta aparecem logo depois, com pouco mais de 57%, mas o candidato do PSOL leva certa vantagem na disputa, já que é o líder, com 22,4%, entre os eleitores que disseram não conhecer o suficiente as propostas do candidato.

Craque de bola nos tempos de jogador, o Baixinho, como era conhecido nos gramados, aparece com uma rejeição de 47,6%, além de liderar também entre as pessoas que disseram que estariam abertas a votar nele para governador, com 35,9%.

Falando em rejeição, a do atual governador, Pezão (MDB), explica, em parte, os motivos do partido não ter investido num nome para disputar a sucesso, já que a presença do governador no palanque poderia arruinar qualquer chance dos emedebistas na disputa.

Entre os entrevistados pela Paraná, o Governador do Rio somou 80,4% de pessoas que avaliaram seu governo como ruim ou péssimo, conseguindo a impressionando desaprovação de 89,1%, e mostrando que as semelhanças com o presidente Michel Temer (MDB) vão além do partido.

Com a abertura do período das convenções partidárias, nesta sexta-feira, 20, os nomes que devem estar nas urnas no pleito de outubro deste ano, bem como as alianças partidárias visando as cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), devem ser oficializadas até o dia 5 de agosto, quando se encerra o prazo para as convenções no calendário eleitoral.


 

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