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Governo federal aprova concessão do Aeroporto de Macaé no bloco Sudeste junto ao de Vitória

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Aeroporto de Macaé está no bloco Sudeste com o Aeroporto de Vitória, capital do Espírito Santo, estado que também tem grande potencial junto à indústria do petróleo

No “apagar das luzes” de seu mandato, o presidente Michel Temer (MDB) publicou nesta segunda-feira, 5 de novembro, a aprovação da concessão de aeroportos em todo o país, entre eles o Aeroporto de Macaé.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) através da Resolução 51, da presidência da república, que aprova a concessão como modalidade operacional de exploração de diversos aeroportos brasileiros pelos próximos 30 anos.

Intitulado Programa Nacional de Desestatização (PND) dos aeroportos faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), e já estava previsto na legislação desde 2017, mas o curto espeço de tempo devido ao ano eleitoral preocupava a Prefeitura de Macaé.

Mesmo assim, o governo municipal conseguiu se articular junto aos governos federal e estadual do Rio para agilizar o processo, bem como para manter o aeroporto dentro do bloco Sudeste, mesmo com as críticas do Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (MDB), já que o Aeroporto de Vitória encabeça o bloco.

Os blocos serão parte fundamental dos processos de concessões, que, na prática, se darão através deles, com “pacotes” de aeroportos divididos nos blocos Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, afetando mais de 7 milhões de passageiros.

Com a injeção de capital privado e a consequente revitalização, ampliação e modernização dos aeroportos, a expectativa é de que o processo já comece a gerar milhares de empregos em 2019.

Com a informação, Macaé, que acompanha de perto o processo de licenciamento para as obras do novo Terminal Portuário (Tepor), encaminha mais uma solução para o que vinha sendo considerado um tripé dos problemas logísticos do município (aeroporto, porto e BR-101).

O Aeroporto de Macaé, que passa por obras de reforma da pista de pouso e decolagem, não recebe voos comerciais de passageiros desde 2015, quando a então concessionária Azul Linhas Aéreas, anunciou a retirada das aeronaves ATR 42 e a troca pelos modelos ATR 72, maiores e com capacidade superior de transporte de passageiros, mas que eram consideradas pesadas demais para a pista do aeroporto.

Com as obras que estão sendo realizadas no aeroporto, que têm previsão de entrega para a metade de 2019, a expectativa é de que os modelos ATR 72 já possam voltar a trafegar pelo aeroporto, e com o andamento da concessão, uma nova reforma da pista seria necessária para que o aeroporto possa receber aeronaves maiores, como a Airbus A310 e Boeing 737, usadas, inclusive, na ponte aérea Rio-São Paulo.

Em março desse ano, a própria Azul, em blog do portal UOL, anunciou que pretende retornar com voos na rota da Capital Nacional do Petróleo, além de outras 32 cidades, tanto no Brasil quanto no exterior, já utilizando as aeronaves ATR 72, que possuem capacidade para 70 passageiros.

A expectativa agora é de que, com as conquistas tanto do novo porto quanto do novo aeroporto, o município se torne ainda mais atrativo para a indústria do petróleo, recuperando e até ampliando seu protagonismo no setor que vive momento de retomada de suas atividades depois da crise internacional de 2014.


 

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