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Governo de São Paulo e Instituto Butantan anunciam nova vacina brasileira e pedido por autorização de testes à Anvisa

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O Governo de São Paulo e o Instituto Butantan anunciaram, na manhã desta sexta-feira, 26, em coletiva realizada no instituto paulista, a criação de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida integralmente pelos pesquisadores brasileiros.

O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, que contou dos planos da nova candidata a vacina nacional para conseguir autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar estudos clínicos em voluntários.

“Protocolaremos esse material ainda hoje (sexta, 26) e vamos dialogar intensamente com a Anvisa para que ela perceba a importância da autorização do início desses estudos clínicos o mais rapidamente possível, para que possamos, em 1 mês e meio, 2 meses e meio, terminar essa fase de avaliação clínica e iniciar a produção”, contou Dimas Covas.

A expectativa do Instituto Butantan, que produz, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biontech, a vacina CoronaVac, imunizante mais usado no Brasil até o momento, é a de que, uma vez obtida a autorização para a produção das vacinas inteiramente nacionais, os testes possam ser realizados já neste mês de abril.

Durante a coletiva, Dimas Covas defendeu que a vacina faz parte de uma nova geração de imunizantes, e acredita que a fase de teses possa ser mais rápida, o que permitiria iniciar a vacinação no curto prazo.

“Nós aprendemos com as vacinas anteriores, já sabemos o que é uma boa vacina contra a Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease 2019). Essa será uma vacina de 2ª geração, mais imunogênica”, acredita o diretor do Instituto Butantan.

Segundo Dimas Covas, a Butanvac, nome da nova vacina 100% nacional, começou a ser produzida há exatamente 1 ano, em 26 de março de 2020, desenvolvida com matéria-prima brasileira e a mesma tecnologia usada na vacina da gripe.

Ainda de acordo com o diretor do Instituto, a vacina foi produzida em ovos e se utiliza da estrutura básica de um vírus que infecta aves, e que é modificado geneticamente, desenvolvendo a proteína S, que o coronavírus usa para infectar as células humanas.

Sobre a variante brasileira do coronavírus, chamada de P1, Dimas Covas explicou que o desenvolvimento da nova vacina já levou isso em conta, e que o imunizante nacional demonstrou oferecer uma resposta imune maior do que as vacinas atuais.

Segundo o governador João Doria, além da Anvisa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também receberá nesta sexta todas as informações da Butanvac, para que acompanhe o desenvolvimento dos testes clínicos desde o início.

Ainda durante a coletiva, João Doria e Dimas Covas revelaram que a partir do 2º semestre, o Instituto Butantan dever nacionalizar a fabricação de sua nova vacina, com o término da construção da fábrica que será destinada ao imunizante, sem prejudicar o cronograma da Coronavac, pois as produções são realizadas em fábricas diferentes.

A expectativa do Governo de São Paulo é de que, caso todas as etapas de testes sejam cumpridas após a autorização da Anvisa, o Instituto Butantan consiga entregar 40 milhões de doses da Butanvac a partir do próximo mês de julho.

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