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Gestão de Pezão a frente do Governo do Estado do Rio pode estar com os dias contados

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Segundo colunista do Extra, Presidente da Alerj já teria buscado informações sobre como conduzir processo de impeachment

 

 

Tunan Teixeira

 

Com nova derrota do Governador do Rio, Pezão (PMDB), na tentativa de reveter o processo de cassação do seu mandato e de seu vice, Francisco Dornelles (PP), acusados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ) por crime de improbidade administrativa, o governo estadual se vê mais perto de chegar o fim sem concluir o mandato.

Agora, além da pressão judicial, parece ter aumentado também a pressão política. E o golpe de misericórdia no governo Pezão parece estar vindo de uma de seus principais aliados, o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB).

A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 7, na coluna Extra, Extra, da jornalista Berenice Seara, para o Jornal Extra. Segundo a colunista, Picciani já teria se encontrado recentemente com o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), Milton Fernandes de Souza, a fim de buscar conselhos sobre a condução do processo de afastamento do governador.

A jornalista conta ainda que o presidente da Alerj teria saído convencido de que o correto será tirar apenas Pezão do governo, deixando o comando do estado ao vice, Francisco Dornelles.

A medida pode ser apenas uma “cortina de fumaça”, já que Picciani teve seu nome citado em delação premiada da Operação Quinto do Ouro, que investiga recebimento de propina por parte de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) para que aprovassem licitações de obras públicas do governo estadual, em esquema que teria o presidente da Alerj como principal organizador.

Apesar de ter resultado na prisão de 5 dos 7 conselheiros do TCE-RJ, Picciani, que chegou a ser conduzido coercivamente pela Polícia Federal na semana passada, apenas prestou depoimentos sobre o caso.

Ainda segundo Berenice, num primeiro instante, chegou-se a pensar em convocar eleições indiretas, mas o momento turbulento e as dificuldades financeiras do estado acabaram apontando para uma solução mais rápida e menos traumática.

Vale lembrar que já tramita na Alerj um pedido de impeachment contra o governador, feito pela bancada do PSOL. A jornalista revelou ainda que uma “péssima língua do (Palácio) Tiradentes (sede do governo estadual)” teria dito que “difícil seria achar quem aceitaria a tarefa de administrar o Rio agora”.

Como a coluna lembra, Pezão ainda não pagou o salário de fevereiro a metade dos servidores públicos estaduais, e não deu qualquer previsão sobre os vencimentos de março, muito menos sobre o 13º, que também não foi pago.

“Para piorar, ontem, a Câmara dos Deputados adiou, pela segunda vez consecutiva, a votação do projeto que poderia ajudar os estados endividados”, diz Berenice, acrescentando que recentes declarações do Secretário de Fazenda, Gustavo Basbora, e de Piccini, parecem ter declarado guerra entre os dois poderes.

Segundo o TRE-RJ, o caso de cassação dos mandatos de Pezão e Dornelles agora está nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), última instância a julgar a questão, e se a decisão do TSE confirmar a cassação, os dois perderão os mandatos e novas eleições serão convocadas para o governo do estado.

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