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Firjan NF começa em São João da Barra a entrega de estudos que visam crescimento da economia na região

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A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) do Norte Fluminense entregou, nesta quinta-feira, 9, à Prefeitura de São João da Barra, um caderno com estudos que apontam os principais gargalos e as soluções para promover a economia da região.

Na celebração da entrega do documento, a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP) recebeu o caderno das mãos do presidente da Firjan Norte Fluminense (Firjan NF), Francisco Roberto de Siqueira.

De acordo da Firjan NF, o caderno também será entregue aos prefeitos de Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Macaé, Quissamã, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana.

“O Norte Fluminense é a 6ª maior região do Estado, representando 5,6% da população estadual total. O PIB (Produto Interno Bruto) regional foi de 60,3 bilhões de reais em 2018, correspondendo a 7,9% do valor estadual, sendo a 4ª maior economia do Estado. A Indústria foi responsável pela maior parte desse valor, com 26,4 bilhões de reais, seguido pelo setor de Serviços com 21,2 bilhões de reais da produção regional. Entre os municípios, Campos é a maior economia da região, concentrando 53,6% do PIB regional”, justificou a regional da Federação.

Na entrega do caderno em São João da Barra, onde está localizado o Porto do Açu, o presidente da Firjan NF esteve acompanhado do conselheiro da Firjan, Wanderson Primo, e da coordenadora da Firjan NF, Patrícia Daldegan.

“Este caderno é fruto de intensas reuniões em nossa sede regional, nas quais discutimos os problemas e as soluções para promover o desenvolvimento de forma integrada. Com o apoio do corpo técnico da Federação e dos empresários que compõem o nosso conselho regional, listamos oito grandes temas e nos colocamos à disposição das prefeituras para contribuirmos com o que for necessário”, disse Francisco Roberto de Siqueira.

Batizado de “Agendas regionais com os municípios: Norte Fluminense 2021-2024”, o caderno está dividido em 8 grandes temas: ordenamento urbano; planejamento regional; saneamento ambiental; logística e mobilidade urbana; infraestrutura de energia e gás natural; educação; ambiente de negócios; e gestão pública.

Para a região, são 31 propostas, como a ampliação da capacidade de passageiros e cargas dos aeroportos de Campos e de Macaé. Em Macaé, a proposta já está sendo contemplada em projeto da Zurich Airport Brasil concessionária do aeroporto, que prevê obras para a construção de um novo terminal de passageiros e extensão da pista de pouso e decolagem.

O caderno traz ainda propostas para a adequação da infraestrutura dos distritos industriais e o controle do crescimento residencial; o fortalecimento do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento; a elaboração ou implantação de planos municipais de Gestão de Resíduos Sólidos; a realização de barramento do Rio Paraíba do Sul, e a construção de reservatórios e cisternas para aumentar o volume de água destinada ao uso industrial; e a reavaliação do projeto do complexo logístico Farol-Barra do Furado, entre outros.

Já para a São João da Barra, as propostas são de construção de novos acessos ao distrito industrial, além de articulações junto aos governos federal e estadual para a duplicação da BR-101, a construção da RJ-244 (Rodovia Açu-Campos) e da malha ferroviária entre o Porto do Açu e Macaé, e o resto do país.

Na cidade, a prefeita Carla Machado recebeu o documento acompanhada do secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Alexandre Magno Estefan da Motta, e do subsecretário da pasta, Marcelino Godinho Cerqueira de Souza.

“Sabemos da importância da Firjan para o desenvolvimento regional e agradecemos a entrega desse estudo. São muitas indústrias que estão por vir, e sabemos da necessidade de preparar a cidade em questões como saneamento, mobilidade e tantas outras”, disse Carla Machado.

Com relação ao desenvolvimento socioeconômico, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), todos os 9 municípios do Norte Fluminense registraram desenvolvimento moderado em 2016, mas a região (0,6788) tem média inferior ao do Estado (0,6939).

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em 2019, o Norte Fluminense possuía 15,2 mil estabelecimentos, que geravam 243,1 mil empregos formais, sendo a 5ª maior região do Estado em número de empresas e empregados formais.

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