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Firjan alerta para problemas de abastecimento em todo país caso paralisação dos caminhoneiros prossiga

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Trecho da BR-101, próximo ao km 75, no retorno para a Rodovia Ceramista, em Campos dos Goytacazes, é um dos que abriga grande concentração de caminhoneiros paralisados desde o anúncio da alta no preço dos combustíveis

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) publicou uma nota na última terça-feira, 22, alertando sobre possíveis problemas de abastecimento que o país pode sofrer em caso de continuidade da paralisação dos caminhoneiros em todo Brasil.

A maior preocupação da Firjan é justamente com a indústria fluminense, que, segundo a entidade, passou a trabalhar com estoques mais baixos devido à crise financeira, em parte, provocado pelos problemas na indústria do petróleo.

“O Sistema Firjan manifesta sua grande preocupação com a paralisação que os caminhoneiros estão promovendo desde ontem em vários estados.  Como o transporte rodoviário de cargas é o mais importante dentro da logística nacional, há risco de desabastecimento. Isto se mostra ainda mais grave no caso da indústria fluminense.  A crise econômica dos últimos anos foi mais grave no Estado do Rio do que no resto do Brasil. Tal conjuntura levou as empresas a trabalharem com estoques muito reduzidos, e qualquer paralisação no transporte leva rapidamente a desabastecimento”, alerta a nota.

A Firjan lembra ainda que as empresas do Estado do Rio já enfrentam graves problemas devido ao alto número de roubos de carga, um dos maiores do país, que também afetam o abastecimento, inibem os investimentos e desestimulam a geração de emprego e de renda.

Para a Federação, a questão dos altos preços dos combustíveis é outro fator preocupante para a indústria fluminense, já que, segundo a Firjan, as empresas instaladas no estado também são as mais afetadas.

“É no Rio de Janeiro que ocorre a maior incidência de ICMS no óleo diesel, entre os estados das regiões Sudeste e Sul. Dos R$ 3,75 cobrados pelo litro de diesel, em média, no Estado do Rio, R$ 0,58 correspondem ao recolhimento de ICMS. Em São Paulo, maior economia do país, o preço médio do diesel é de R$ 3,52/litro e o ICMS corresponde a R$ 0,41”, conclui a nota.

Brasil – Segundo reportagem publicada na manhã desta quarta-feira, 23, pelo portal G1, os efeitos das paralisações, que afetam 22 estados brasileiros, já são sentidos em diversos estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Tocantins, que começam a sofrer com a falta de combustíveis em várias cidades, bem como no Distrito Federal.

Em algumas refinarias, os caminhoneiros impedem as saídas de caminhões-tanque, o que vem atrasando o abastecimento dos postos e preocupando tanto a indústria quanto o governo federal, que tenta achar uma saída para o problema.

Na quarta, a Petrobras anunciou que os preços do diesel em suas refinarias devem cair em 1,54%, mas é bom lembrar que a redução pode não chegar às bombas, já que os postos de combustíveis têm autonomia para decidirem sobre os preços finais aos consumidores.

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumularia um aumento de 8% em 2018, ficando bem acima da inflação acumulada no ano, que é de 0,92%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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