Mídias Sociais

Política

Firjan acredita em investimentos de R$ 45 bilhões em gás natural para retomada da economia do Estado pós-pandemia

Avatar

Publicado

em

 

A Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) apresentou nesta semana o seu estudo “Rio a todo Gás”, documento com propostas para destravar investimentos em gás natural e retomar o crescimento da economia no pós-pandemia do coronavírus.

De acordo com os estudos da Firjan, os investimentos no setor podem alcançar até 45 bilhões de reais no Estado do Rio, maior produtor do gás natural, que deve assumir fundamental importância como combustível estratégico na retomada econômica do país e do Estado, principalmente no pós-pandemia.

O lançamento do estudo ocorreu em reunião online na última segunda-feira, 6, com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, além de deputados estaduais e federais, e autoridades do governo estadual do Rio, além de representantes de órgãos federais.

“O principal foco do estudo foi apresentar sugestões e soluções para projetos que utilizem o gás natural além da geração de energia elétrica, onde atualmente estão concentradas as principais ações para a expansão do uso do gás”, explicou a Firjan.

O documento defende que há uma diversidade de investimentos que pode ter o gás natural como insumo propulsor de desenvolvimento, como siderurgia, petroquímica, usinas de fertilizantes, expansão do Gás Natural Veicular (GNV) em veículos leves e pesados, além das indústrias de vidro, cerâmica e sal.

“Há 30 anos já se falava da necessidade de um marco legal para o gás. Com o ‘Rio a todo Gás’, sugerimos a adoção de algumas medidas urgentes no curtíssimo e no curto prazo. Nossa intenção é contribuir para sairmos de um ambiente de recessão e usar o gás para retomar e expandir a economia a partir do fortalecimento da indústria de energia, petroquímica e o GNV”, afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Na apresentação do documento às autoridades, o vice-presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano destacou a necessidade de diversificar a participação de novos players no mercado de gás, e alertou para o alto custo do gás brasileiro, que tem tarifa final para o consumidor industrial 7,4 vezes maior do que o preço na boca do poço, além de lembrar que todo o consumo industrial fluminense vem dos 41% do produto reinjetado no poço.

O ministro Bento Albuquerque afirmou que o trabalho para a abertura do mercado de gás vem de longa data, e que é prioridade do governo federal a aprovação do Projeto de Lei 6.407, de 2013 (PL67/13), estabelecendo o marco regulatório do gás natural.

“A abertura propicia novos investimentos em regiões como Norte e Nordeste, além do Rio de Janeiro que é a capital do petróleo e gás”, enfatizou o ministro.

Para o deputado estadual do Rio, Luiz Paulo (PSDB), presidente da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o Estado do Rio precisa utilizar o gás natural como forma de recuperar a economia fluminense, já que o produto é fonte de recursos com o pagamento de royalties e participações especiais.

Secretário estadual de Fazenda do Rio, Guilherme Mercês destacou que o governo estadual vem apoiando a aprovação do marco legal do gás e trabalhando na regulamentação do Repetro, considerados 2 pilares necessários para alavancar a economia do Estado pós-pandemia.

Além de dezenas de empresários e membros do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, participaram da reunião virtual o diretor na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Dirceu Amorelli; o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral; os deputados federais, Christino Áureo (PP-RJ) e Laércio Oliveira (PP-SE); o coordenador do Núcleo de GNV da Firjan, Celso Mattos; entre outras autoridades.

Mais lidas da semana