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Ex-governador de São Paulo vira alvo de investigações da Operação Lava Jato

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Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), entra na mira da Operação Lava Jato, e força tarefa quer acelerar investigações aproveitando perda do foro privilegiado de função após renúncia para tentar concorrer à presidência

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou na última semana, um requerimento à Procuradoria Geral da República (PGR), pedindo o inquérito que investiga o ex-governador de São Paulo e pré-candidato a presidência, Geraldo Alckmin.

O pedido foi feito através da força-tarefa da Operação Lava Jato, em ofício encaminhado no qual o MPF pede a transferência da apuração para São Paulo “com urgência, tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade”.

Alckmin renunciou ao Governo de São Paulo no último dia 6 de abril, atendendo o período de desincompatibilização, que exige que ocupantes em cargos comissionados e eletivos do alto escalão do Executivo peçam exoneração ou renunciem até 6 meses antes do pleito, que acontece em outubro dese ano.

A intenção de Alckmin era disputar a indicação de seu partido para concorrer à presidência da república, mas ao renunciar, perdeu o foro por prerrogativa de função, e pode agora ser investigado pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo.

Segundo o MPF, depoimentos de colaboradores da Operação Lava Jato indicaram o repasse irregular de recursos para Alckmin a título de contribuição eleitoral. As doações ilegais teriam contado com a participação do cunhado do ex-governador, Adhemar César Ribeiro.

Entre os colaboradores da Lava Jato estariam Benedicto Barbosa da Silva Junior, responsável pelo setor de pagamento de propinas da construtora Odebrecht; Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-diretor da Odebrecht em São Paulo; e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, responsável da Odebrecht pelo contrato de construção da Linha 6 do Metrô de São Paulo.

A investigação contra o ex-governador foi aberta a partir da petição 6.639 do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhada pelo ministro Edson Fachin à Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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