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Eduardo Paes supera Romário e aparece na liderança em pesquisa recente do Ibope para o Governo do Rio

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Mesmo com a vantagem, Eduardo Paes (DEM) e Romário (PODE) estariam tecnicamente empatados já que margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Em pesquisa recente sobre a disputa pelo Governo do Estado do Rio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), ultrapassou o senador Romário (PODE), e agora aparece na liderança, com 23% contra 20% do ex-atacante da Seleção.

Em terceiro lugar, com apenas 12%, aparece o ex-governador Anthony Garotinho (PRP), que entrou com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ), e ainda segue em campanha até a decisão final.

Como a pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, Paes e Romário estariam empatados na primeira posição.

Foram ouvidos 1.204 eleitores em 39 municípios de todas as regiões do estado, com 16 anos ou mais, entre os dias 7 e 9 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ) sob o número RJ-01952/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), coma numeração BR-08034/2018

Muito atrás dos 3 primeiros, vem Tarcísio Motta (PSOL), que ficou com 5%, seguido de Indio da Costa (PSD), com 4%, e de Pedro Fernandes (PDT) e Marcelo Trindade (NOVO), empatados com 2%.

Marcia Tiburi (PT), André Monteiro (PRTB), Dayse Oliveira (PSTU) e Wilson Witzel (DC), ficaram com 1%, enquanto Luiz Eugenio (PCO) aparece com 0%. Braços e nulos ficaram com 20% e 9% dos entrevistados pelo Ibope disseram não saberem em quem vão votar para governador ou não responderam à pesquisa.

Caso Garotinho – O ex-governador, que chegou a ser preso por 3 vezes desde o final de 2017, acusado de envolvimento em diversos esquemas de corrupção, teve mantida condenação por formação de quadrilha armada, e por isso, teve seu pedido de registro indeferido em 1ª instância.

Antes de 2 anos e 6 meses de reclusão em regime aberto, a condenação foi mantida e ampliada em 2ª instância, por 3 votos a 0, pela 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), e passou a ser de 4 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto.

Em 2010, Garotinho foi condenado por crime de formação de quadrilha armada. Segundo TRF-2, o caso envolve a nomeação de policiais civis, que assumiam delegacias da Zona Oeste do Rio para favorecer o contrabando de peças para máquinas de apostas e para permitir a exploração do jogo ilegal, pelo grupo comandado pelo contraventor Rogério Andrade.

Na apelação, a 2ª Turma Especializada do TRF-2 confirmou a condenação de outros réus, o ex-chefe de Polícia Civil e ex-deputado Álvaro Lins (23 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão); os policiais civis, Alcides Campos Sodré Ferreira (4 anos e 6 meses), Daniel Goulart (2 anos e 7 meses), Fábio Menezes de Leão (3 anos e 3 meses), Mario Franklin Leite de Carvalho (9 anos e 8 meses) e Ricardo Hallak (7 anos e 1 mês); além da mulher e do sogro de Álvaro Lins, Sissy Bullos Lins (4 anos, 6 meses e 7 dias) e Francis Bullos (4 anos, 6 meses e 7 dias).

O colegiado do TRF-2 absolveu a ex-mulher de Álvaro Lins, Luciana Gouveia dos Santos, que fora condenada em 1ª instância. Em seu voto, o relator desembargador do TRF-2, Marcelo Granado, destacou a participação de Garotinho no esquema de corrupção, tanto no período em que era governador como também depois, já no governo de sua esposa, Rosinha Garotinho, quando ele foi Secretário de Segurança.

“Escolheram um lado na guerra aos caça-níqueis, que não foi o da lei, mas o de Rogério Andrade. Empresa criminosa, do jogo clandestino. Rogério Andrade e Fernando Ignácio comandavam um Estado paralelo. Principais acusados faziam parte da cúpula do Governo do Estado. Um Estado paralelo a custa de sangue e corrupção. Ex-governador e ex-secretário de segurança, sua culpabilidade é extrema”, destacou o desembargador.

A defesa de Garotinho, no entanto, informou à Agência Brasil, no último dia 4, que iria recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tentar a anulação do processo já no dia seguinte.


 

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