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Denúncia contra Presidente Temer começou a ser analisada por Comissão da Câmara Federal nesta segunda-feira, 10

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PSDB anunciou que não trocará deputados da CCJ para favorecer Temer

 

Foto: Ueslei Marcelino

 

Tunan Teixeira

 

Começou a tramitar nesta segunda-feira, 10, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), da Câmara Federal, a denúncia contra o Presidente Michel Temer (PMDB), acusado de corrupção passiva pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

E, de acordo com a jornalista Cristiana Lôbo, do G1, Temer pode esperar pelo prosseguimento da denúncia na CCJ, pelo menos no que depender de um de seus maiores aliados durante o golpe político-institucional que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o colocou no poder.

Segundo a jornalista, o deputado Ricardo Trípoli, líder do PSDB na Câmara Federal, já disse que o partido não vai trocar seus representantes na CCJ com o objetivo de favorecer o presidente Temer.

“Eu não troco ninguém”, teria dito o líder do partido à Cristiana Lôbo.

A apreensão por parte da bancada de Temer é que, segundo informações do PSDB divulgadas pelo G1, 5 dos 7 parlamentares da sigla que fazem parte da CCJ devem votar pelo prosseguimento da denúncia contra o presidente.

A denúncia começou a ser analisada pelos parlamentares, quando foi lido o parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator do processo, para a CCJ. Se o calendário da comissão for cumprido, os deputados têm condição de votar uma decisão já na noite desta quinta-feira, 13.

A denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, veio em resposta às delações premiadas dos donos da JBS, maior frigorífico do país, em que Joesley Batista conta que Temer estaria envolvido na compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no fim de 2016.

Na última semana, um dos homens fortes do governo Temer, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), pela Operação Lava Jato, justamente por envolvimento numa eventual tentativa de compra do silêncio de Cunha.

Com a prisão de Geddel, dias depois, foi noticiado pelo próprio G1 e pela Rádio CBN, que a PRG estava na expectativa para chegar a um acordo para as delações premiadas do doleiro Luís Funaro e do próprio Cunha, que poderia aumentar ainda mais a pressão quase insuportável que o presidente está sofrendo, principalmente depois da denúncia.

Em programa da CBN na semana passada, o jornalista Sergio Camarotti lembrou ainda que o Palácio do Planalto teria feito uma grande pressão para o arquivamento das denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB), esperando, agora, ele ajudasse a segurar o partido na base aliada do governo, visando a denúncia contra Temer, e as votações das reformas Trabalhista e da Previdência.

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