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Debate na Alerj alerta para possibilidade de perda de 185 unidades escolares do Sistema S no Estado do Rio

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) pode perder 185 unidades escolares caso o governo federal decida cortar 40% das alíquotas que subsidiam o Sistema S, nome dado a um conjunto de instituições que promovem atividades de interesse de diversas categorias profissionais.

Entre essas instituições, estão o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (SENAI), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre outras.

A declaração foi dada pela diretora de Educação Profissional do Senac, Wilma Freitas, durante painel do seminário Desafios do Emprego no Estado do Rio de Janeiro, realizado na última sexta-feira, 10.

O evento foi promovido pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais, para debater a importância do Sistema S e das universidades para a geração de empregos.

“Essa medida representaria uma diminuição de 40% nas frentes de atuação do Senac, acarretando inclusive na demissão de 16.270 funcionários”, disse Wilma Freitas.

A diretora de Educação Profissional do Senac ainda destacou que o Rio teve, em 2018, 96 mil alunos matriculados e está em 2º lugar entre os estados com maior número de alunos matriculados, ficando atrás apenas de São Paulo.

Diretor regional do SENAI no Rio, Alexandre dos Reis destacou que o governo não teria condições de arcar com os custos do Sistema S, hoje mantido através dessas alíquotas impostas a empresas.

Alexandre ainda ressaltou que todo o país pode ser prejudicado caso a medida não se baseie em uma análise detalhada que busque dar mais eficiência e eficácia às instituições de formação profissional.

“O volume de alunos é muito grande e o país não está em condições de abrir mão disso. Esse é um debate muito sério, que deve ter em vista a preservação do Sistema”, comentou o diretor regional do SENAI no Rio, que tem duas unidades no Norte Fluminense, uma em Campos dos Goytacazes e uma em Macaé.

As palestras feitas durante o painel na Alerj ainda abordaram temas como microempreendedorismo, transporte e logística, cooperativismo, agronegócio, educação à distância, dentre outros.

“É muito importante juntar o setor produtivo e de ensino com essa Casa Legislativa. É fundamental manter essa conexão para a realização dos nossos trabalhos. O Sistema S faz um trabalho importantíssimo e, infelizmente, cortes podem acontecer em momentos de crise. No entanto, devemos encontrar alternativas para essa questão, como parcerias com empresas privadas”, comentou o deputado Chicão Bulhões (NOVO), que presidiu o encontro.

Durante o evento, “capacitação” foi um dos termos mais citados pelos diferentes palestrantes ao falarem sobre a geração de empregos, um dos maiores problemas não apenas do Estado, mas de todo o país, e que acabou agravado em território fluminense devido aos efeitos da crise internacional do petróleo, em meados de 2014.

“Precisamos pensar na qualificação desde a educação básica, porque se não nos atentarmos a isso teremos vários problemas na qualificação profissional, como dificuldades de interpretação e em lidar com algoritmos”, exemplificou o diretor regional do SENAI, Alexandre dos Reis.

A necessidade de investimento em qualificação também foi reiterada na fala da subsecretária estadual de Emprego e Renda, Ana Asti, que destacou que mais de 1 milhão de pessoas estão desempregadas no Estado.

“A juventude vive o seu pior momento, ficando sem estudo e sem oportunidades de trabalho. Isso reflete a crise que o estado está vivendo e é preciso, sim, investir na qualificação do jovem, especialmente alinhada à tecnologia”, disse Ana.

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