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De volta à prisão, Temer é transferido para sala com direito a banheiro privativo e frigobar em São Paulo

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Transferência foi autorizada pela juíza substituta Carolina Figueiredo, da 7ª Vara Federal do Rio

 

Tunan Teixeira

 

Diferente do que tratamento dado ao ex-presidente Lula (PT-SP), preso há mais de 1 ano em sala na sede da Polícia Federal (PF) de Curitiba, no Paraná, o também ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) foi transferido da sede da PF paulista para o Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar (PM) de São Paulo.

A nova sala, ao invés de uma cela, foi um pedido da defesa de Temer, para que ele fosse transferido para uma “sala de Estado Maior”, a que advogados e autoridades têm direito, um gabinete com cama, mesa para reuniões, banheiro privativo e até frigobar, conforme reportagem do Jornal Nacional desta segunda-feira, 13.

A transferência do ex-presidente emedebista foi autorizada pela substituta do juiz Marcelo Bretas na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, juíza Caroline Vieira Figueiredo, que aceitou o pedido da defesa de Temer, sob argumento de evitar a exposição desnecessária do ex-presidente.

Apesar da diferença de tratamento da Justiça com os ex-presidentes, em entrevista recente ao jornal Folha de S. Paulo, Lula disse que queria permanecer em Curitiba para “ficar perto do Moro”, reforçando que quer ficar preso até provar sua inocência.

Em reportagem da própria Folha, a PF de São Paulo teria informado que não tinha um espaço adequado para manter Temer sob custódia, o que teria ajudado na transferência do ex-presidente para a nova sala.

Temer e seu amigo, João Batista Lima Filho, também conhecido como Coronel Lima, bem como o ex-ministro e ex-governador do Rio, Moreira Franco (MDB-RJ), são alvos da Operação Descontaminação, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga desvios da ordem de 1,8 bilhão de reais em obras da usina nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis.

Foto: Reprodução

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