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De olho em eleição para governador, ex-prefeito do Rio troca o PMDB pelo DEM

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Rodrigo Maia, Pedro Paulo e Eduardo Paes juntos, durante campanha eleitoral para a Prefeitura do Rio, em 2016. Aliança se estreitou recentemente e os dois ex-peemedebistas agora foram parar no DEM

Sempre especulado como provável candidato à disputa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, estaria trocando o PMDB, partidos de Pezão, Cabral, Cunha e Picciani, pelo DEM, do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia.

A troca foi confirmada pelo novo partido na última quinta-feira, 5, de acordo com diversos jornais em todo país, e visa, evidentemente, as eleições para o governo estadual em outubro desse ano.

A decisão de Paes teria sido tomada junto com seu grupo político, na casa onde ele mora, em São Conrado, no Rio, de onde o ex-prefeito teria comunicado a troca para políticos de outros partidos com quais ele estaria negociando.

De acordo com a colunista do Jornal Extra, Berenice Seara, Paes teria ligado para os presidentes nacional e estadual do PP, Ciro Nogueira e Francisco Dornelles, e para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, além de deixar um recado na secretária eletrônica do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), comunicando a filiação do DEM.

De acordo com o Jornal O Dia, Paes levaria consigo apenas um deputado federal do PMDB para o novo partido, seu indicado a sucessor na Prefeitura do Rio, mas que acabou derrotado nas eleições municipais de 2016, Pedro Paulo.

A troca de partido, porém, não resolve todos os problemas da dupla, que teve condenação por abuso de poder político e econômico durante a corrida eleitoral pelo governo da capital fluminense mantida em segunda instância pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ).

Para que Paes e Pedro Paulo possam de fato concorrer nas eleições desse ano, resta apenas uma esperança: tentar reverter a condenação em última instância, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Caso contrário, mesmo que consiga se candidatar apoiado em uma liminar e ainda assim vencer o pleito, se tiver sua condenação mantida, pode agravar mais ainda a crise política do Estado do Rio, tendo seu mandato cassado posteriormente.


 

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