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Convocado pelos vereadores, Secretário de Esportes de Macaé esclarece dúvidas sobre Bolsa Atleta

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Participação do secretário foi elogiada por vereadores da situação e da oposição

 

Tunan Teixeira

Depois de ter várias convocações de secretários rejeitadas pela bancada do governo, a oposição enfim realizou seu sonho de ver um gestor de pasta da administração municipal na Câmara Municipal de Macaé para prestar esclarecimentos.

Nesta terça-feira, 2, o Secretário de Esportes, Aquiles Vieira, esteve no Legislativo acompanhado do presidente da comissão do Bolsa Atleta, Marcos Júnior, atendendo a um requerimento aprovado na Câmara, de autoria do líder da oposição, Marcel Silvano (PT).

E o discurso franco e muitas vezes direto, de linguajar popular, parece ter convencido aos vereadores e tirado as dúvidas dos parlamentares, que “pegaram leve” com o secretário depois da enxurrada de perguntas do líder da oposição.

Respondendo ao autor do requerimento de convocação, Aquiles, negou as acusações do que ele chamou de “blogzinhos” da cidade, de que o programa estaria sendo usado com fins políticos, e reafirmou a lisura do processo que contemplou 134 atletas de alto rendimento da cidade.

“Quando eu fui convidado para assumir a Secretaria de Esportes, eu perguntei ao prefeito. Você vai me deixar trabalhar? Ele disse, ‘vai lá e trabalha’. Nossa direção de trabalho é acabar com o jeitinho. O jeitinho não tem como existir mais. Acabou. Em momento algum faltou lisura. Teve uma pessoa que chegou com matérias de jornais e entrevistas. Eu disse, ‘eu também já dei entrevista; se eu chegar com matéria de jornal e entrevista, eu me inscrevo num concurso público? Não. Então, meu amigo, aqui também não vai se inscrever”, contou Aquiles Vieira.

Sobre as denúncias de que o programa estaria perdendo sua função social, porém, o secretário recebeu, curiosamente, uma ajuda da própria oposição, já que o vereador Maxwell Vaz (SD), confirmou que a lei não foi criada com esse propósito e sim como forma de oferecer possibilidade de a prefeitura patrocinar atletas de alto rendimento.

“O critério para a seleção dos atletas é pelo que está na lei. O requisito é a lei. É um processo até interessante, porque a lei não impede o empresário de ser contemplado. Pelo contrário, a lei até ajuda o empresário porque ele tem muito mais condições de viajar e disputar competições”, analisou o secretário.

Citando um exemplo das brechas da lei, Aquiles confirmou, desanimado, que um atleta contratado por uma academia não pode receber o benefício, mas que o dono da academia pode, e revelou ainda que a secretaria já estuda uma proposta para levar ao Executivo com mudanças no texto da lei.

“Caso queiram mudar a lei, a Câmara está disposta a colaborar. Ou o secretário manda o projeto para a prefeitura, ou pode mandar direto para esta Casa, para que a gente possa fazer essas correções para melhorar a lei”, sugeriu Paulo Antunes (PMDB).

Aquiles, porém, lembrou que as propostas ainda serão apresentadas para a prefeitura, e ressaltou que elas serão discutidas, inclusive, em promover uma Audiência Pública organizada pela secretaria, para debater com representantes do Executivo, Legislativo, sociedade civil e atletas as mudanças na legislação do Bolsa Atleta.

Foto: Igor Faria

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