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Contas de 2017 e 2018 da Prefeitura de Campos são aprovadas por 16 a 6 em votação na Câmara Municipal

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A Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes aprovou, nesta semana, as contas do Prefeito Rafael Diniz (CIDADANIA), referentes aos exercícios de 2017 e 2018, seguindo o parecer dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ).

Com 16 votos favoráveis e apenas 6 contrários, além de duas ausências justificadas, os vereadores concordaram com o parecer prévio favorável emitido pelos conselheiros do TCE-RJ aos balanços financeiros enviados pelo Executivo.

Sobre a polêmica normalmente apontada por parlamentares governistas e de oposição nas votações de contas das prefeituras em quase todos os legislativos, o vereador Jorginho Virgílio (PATRIOTA) lembrou que foi obrigado pelo seu partido na época a votar favorável às contas de 2016, o último ano da gestão da ex-prefeita Rosinha Garotinho (PROS).

“O voto das contas é técnico, mas alguns estão deixando transparecer que também tem o peso político. Em 2017, quando analisamos as contas de 2016 de Rosinha, a presidente do meu partido fez um documento obrigando que meu voto e o voto do Silvinho Martins (PATRIOTA) fosse pela aprovação das contas, mesmo com o parecer técnico do TCE-RJ pela reprovação. Tivemos que fazer isso sob o risco de perder nossos mandatos. Hoje é bem diferente. Nem o prefeito, nem o presidente da Câmara [Fred Machado, CIDADANIA] e ninguém do governo me ligou ou mandou mensagem pedindo para eu votar pela aprovação. Estou votando com a minha consciência”, afirmou Jorginho Virgílio.

Outro que comentou a polêmica foi o vereador Álvaro Oliveira (SOLIDARIEDADE), que lembrou que se o voto fosse apenas técnico, a decisão ficaria com os conselheiros do TCE-RJ e não precisaria da votação parlamentar, e também relatou que o julgamento também deve ser político.

“Se fosse para ser apenas técnico, bastaria o TCE-RJ. Se nós temos que analisar, a votação também é política. E eu não posso aprovar as contas de um governo como esse”, declarou o vereador de oposição.

Já o vereador José Carlos (DC) não perdeu a oportunidade de alfinetar os colegas de oposição e reafirmou a necessidade de uma análise técnica, utilizando os argumentos comuns de quem vota politicamente, mas seguindo o parecer do TCE-RJ.

“Cada um tem suas vertentes. Eu não sou especialista em tributos, meu conhecimento é superficial. Não posso discordar de um Tribunal que respira isso 24 horas por dia. Mas alguns vereadores da oposição, que eles fizeram parte do governo Rosinha, eles também foram responsáveis pela reprovação das contas da ex-prefeita”, ressaltou José Carlos.

Líder do governo na Casa, o vereador Genásio (PSC) também alfinetou a bancada de oposição ao justificar seu voto em favor do parecer prévio favorável às contas do atual prefeito para os exercícios dos últimos anos.

“A votação das contas é técnica. Devemos deixar a pauta do dia para outro momento. Mas, talvez, a oposição possa ir ao Tribunal de Justiça [do Estado do Rio, TJRJ] para procurar saber quando o [Anthony] Garotinho vai devolver os 234 milhões de reais que ele desviou da Saúde. Ele foi condenado [pelo período quando Rosinha Garotinho era governadora, entre 2003 e 2007]”, concluiu o líder governista.

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