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Comissão de Segurança Pública da Câmara aprova pedido de audiência pública

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Requerimento da comissão gerou grande debate sobre papel da Câmara nas discussões sobre o tema

 

Foto: Ivana Gravina

 

Tunan Teixeira

 

Recém promovida à permanente, a Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Câmara Municipal de Macaé teve aprovado um requerimento nesta quarta-feira, 14, em que solicitava a realização de uma audiência pública para discutir os problemas e os desafios da cidade juntamente com representantes do estado.

De acordo com o presidente da Comissão, Cesinha (PROS), a ideia é que o evento seja realizado nos mesmos moldes de outro, realizado em Quissamã, onde estiveram os vereadores Welberth Rezende (PPS) e Neto Macaé (PTC), também membro da Comissão.

O requerimento sugere ainda que a audiência aconteça no próximo dia 6 de julho e seja presidida pela Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que tem na presidência a deputada estadual Martha Rocha (PDT).

O assunto, como já vem acontecendo na Câmara macaense, foi motivo de muitos debates, principalmente por parte dos vereadores Marcel Silvano (PT) e Maxwell Vaz (SD), que defenderam a presença de secretárias municipais durante o evento, defendendo que os órgãos policiais são a ponta final da discussão sobre segurança na cidade, que, segundo os vereadores, é carente de políticas preventivas.

“Sugiro que os secretários que respondem pelas secretarias de Promoção Social, de Saneamento e de Iluminação Pública, por exemplo, também estejam presentes. Precisamos pensar em segurança como um conjunto de ações”, defendeu Maxwell, que defendeu a iniciativa da Câmara no Projeto da Câmara Juvenil.

O projeto, que elege 17 vereadores mirins entre estudantes da rede pública municipal de ensino, teve a posse dos eleitos em sessão solene realizada nesta terça-feira, 13, e foi marcada pelo entusiasmo e pela consciência política dos jovens.

“Estou muito feliz com essa possibilidade de os jovens terem voz, lidarem com os problemas sociais, ouvirem as pessoas e buscarem soluções”, discursou Henryandra Oliveira de Carvalho, de 15 anos, aluna do Colégio de Aplicação.

Coordenador do projeto, o líder da oposição, Marcel Silvano, lembrou que a Câmara tem uma papel importante na discussão sobre a violência, e criticou a postura do estado, que, segundo ele, tem tratado do tema com ainda mais violência.

“Todo mundo sabe e já é um ditado popular antigo, que violência gera violência, Esse método usado pelo estado só gera mais violência. Nosso trabalha enquanto parlamentares é fazer essa discussão sobre quais os caminhos que devemos tomar para ter uma cidade mais segura e em paz. Uma audiência só com deputados estaduais e a polícia não vai trazer as soluções. O estado não paga a polícia, não paga os servidores da educação, não tem política social. Quando tudo dá errado, chama a polícia. Quando tudo dá errado, enfrenta a guerra com mais guerra”, criticou Marcel.

Sobre o projeto da Câmara Juvenil, Marcel também ressaltou a importância da participação feminina, já que entre os vereadores mirins, são 16 mulheres e apenas 1 homem, inversamente proporcional ao parlamento, onde são 16 homens e apenas uma mulher, a vereadora Renata Paes (PSC).

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